Empresa dos EUA com 74 aviões da Embraer encomendados contesta tarifa de 50%

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 28/07/2025

Embraer E175 — Foto: Embraer/ Divulgação

Chip Childs, CEO da Skywest, que tem 74 jatos da Embraer encomendados até 2032, afirmou que a companhia aérea americana "não está disposta a pagar uma tarifa de 50% sobre as entregas de novas aeronaves".

Se nada for alterado, a medida anunciada pelo presidente americano Donald Trump, que impõe uma sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros nos EUA, passará a valer na próxima sexta-feira (1º). O Governo brasileiro diz que busca diálogo. Já a Embraer afirmou estar confiante em um acordo.

A declaração de Childs foi em uma conferência de imprensa na última semana, quando a Skywest apresentou o balanço financeiro do 2° trimestre. No encontro, o executivo destacou a boa relação com a Embraer e disse que tem atuado em busca de uma solução sobre as tarifas.

"Temos a sensação de que as pessoas estão entendendo a importância disso para pequenas comunidades nos Estados Unidos, o impacto econômico disso para o nosso país. Então, veja, vamos continuar lutando arduamente para avançar na questão tarifária", afirmou.

Apesar disso, na mesma reunião, o diretor comercial Wade Steele admitiu a possibilidade de adiar entregas.

"Se a tarifa de 50% com o Brasil for implementada, planejamos trabalhar com nossos principais parceiros e a Embraer para adiar a entrega até que a situação tarifária seja resolvida", disse.

Principal mercado da Embraer

Os Estados Unidos são o principal mercado da Embraer, responsáveis por 45% das vendas de jatos comerciais e 70% das de jatos executivos da fabricante brasileira.

Na aviação comercial, 52,4% dos jatos que já estão na carteira de pedidos atualizada da Embraer são para seis clientes americanos - são 229 dos 437 aviões encomendados.

Número de jatos comerciais da Embraer que estão encomendados para os EUA:
  • American Airlines: 90
  • SkyWest: 74
  • Republic Airlines 35
  • Azorra: 18
  • Aircastle 9
  • Horizon Air/Alaska: 3

Segundo estimativas da própria Embraer, caso a tarifa de Trump se confirme em 50%, a empresa terá um custo adicional de R$ 50 milhões por avião.

A empresa afirma que o tarifaço pode causar cancelamentos de pedidos, adiamento de entregas, corte de investimentos e até demissões — em níveis parecidos com os registrados durante a pandemia de Covid-19. Na época, cerca de 2,5 mil funcionários foram dispensados da companhia.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (28), a empresa brasileira afirmou que está confiante em uma solução.

"A Embraer está ativamente engajada com as autoridades buscando restaurar a alíquota zero para o setor aeronáutico e continuamos confiantes de que os governos brasileiro e dos EUA chegarão a um acordo satisfatório para ambos os países, retomando a isenção de tarifas para o setor aeronáutico.”

 

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