Em reunião tensa, Motta e Alcolumbre dão ultimato a Haddad sobre alternativas à alta do IOF

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 30/05/2025

Haddad e Hugo Motta em imagem de arquivo — Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil- AP), foi "muito mais tensa" do que o relatado por Haddad em entrevista após o encontro.

Integrantes do governo foram surpreendidos, na reunião, pela união de Motta e Alcolumbre contra a elevação no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Os presidentes de Câmara e Senado se demonstraram afinados e deram um ultimato ao ministro da Fazenda pela apresentação de alternativas.

Motta e Alcolumbre deixaram claro que, se as Casas do Congresso analisassem o tema nesta quarta-feira (28), o decreto do governo Lula que elevou as tarifas do IOF seria derrubado  pelos parlamentares.

Em resposta, Hugo Motta disse que talvez seja necessário se chegar a esse ponto para se fazer o que é preciso, isto é, algo mais estrutural.

Conforme relatos, o deputado disse que não adianta insistir na elevação de gastos públicos e o governo continuar a surpreender a sociedade com a elevação de impostos, visto que há um "esgotamento desse tipo de medidas".

Motta, conforme apurou o blog do Camarotti (g1), ressaltou que o Congresso tem ajudado "e muito" na aprovação de medidas de aumento de arrecadação colocadas pelo governo.

Na sequência, Motta demonstrou contrariedade com a entrevista de Haddad ao jornal "O Globo" no final de semana, em que o ministro teceu críticas ao Congresso.

Os presidentes da Câmara e do Senado, então, reiteraram um prazo de 10 dias para que a equipe econômica apresente alternativas à elevação do IOF, ressaltando o risco de derrubada do decreto do governo pelo Legislativo.

Os integrantes do governo, então, apresentaram a ideia de manter a elevação neste ano e revogá-la em 2026.

Motta, então, afirmou que o governo precisa apresentar uma proposta "perene" para os próximos anos, caso contrário, o país terá de conviver com surpresa atrás de surpresa.

Na avaliação feita pelo presidente da Câmara a Haddad – na presença da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e de líderes governistas – Motta destacou a necessidade de um tripé com:

  1. revisão de isenções de forma linear, como o próprio Haddad defende
  2. uma reforma administrativa
  3. e a revisão da elevação anual do piso nas áreas de saúde e educação, que cria, na percepção da Câmara, uma bola de neve de gastos

Na prática, na reunião desta quarta-feira, Haddad foi enquadrado pelos presidentes da Câmara e do Senado.

O saldo da reunião foi o de que os congressistas vão aproveitar a próxima semana – em que não deve haver votações em razão das reuniões entre os parlamentos dos países que integram os Brics – para dar tempo ao governo, para que a equipe econômica apresente, na outra semana, uma solução.

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