
Vice-presidente, Geraldo Alckmin, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva. — Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu, na manhã desta terça-feira (26), no Palácio do Planalto, sua equipe de ministros para projetar a entrega de ações consideradas prioritárias pelo governo.
Na abertura da reunião, que foi transmitida pela imprensa, o presidente reforçou críticas à guerra em Gaza e também ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Não estamos dispostos a sermos tratados como subalternos", frisou.
"Somos um país soberano, temos uma constituição, uma legislação, quem quiser entrar, no nosso espaço, tem que prestar contas à nossa Constituição e à nossa legislação", afirmou.
Lula voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O parlamentar está desde março nos EUA, onde articula com autoridades locais medidas para interferir no julgamento do pai, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.
Lula voltou a classificar Eduardo como um traidor da pátria e disse que ele já deveria ter sido cassado pela Câmara dos Deputados.
Lula ainda orientou seus ministros a destacaram a defesa da soberania do país em declarações públicas e entrevistas.
Entre as prioridades estão a aprovação pelo Congresso do projeto que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil mensais e o avanço de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Lula e ministros também intensificam a busca por novos mercados diante da dificuldade de negociação com o governo americano.
A reunião desta terça foi o segundo encontro ministerial de 2025, convocado a pouco mais de um ano da corrida presidencial de 2026. No próximo ano, Lula deve tentar a reeleição e o inédito quarto mandato.
