Segue repercutindo o caso da menina Elisa, que perdeu o movimento de uma das pernas após tomar uma injeção na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Noel Macedo, em Arapiraca, Agreste de Alagoas. A direção da unidade emitiu uma nota de esclarecimento -informando que será aberta uma sindicância para investigar o caso.
De acordo com a nota, as circunstâncias do atendimento à criança serão apuradas por uma comissão, que irá ouvir a equipe que prestou assistência e que, caso seja comprovado que houve erro ou negligência, será aberto processo disciplinar.
Leia nota da UPA Noel Macedo:
" A Direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arapiraca esclarece que irá abrir um processo administrativo de sindicância para apurar as circunstâncias do atendimento prestado à paciente. A comissão formada para investigar o caso irá ouvir a equipe que prestou assistência à criança, garantindo o direito à ampla defesa e o contraditório das partes envolvidas.
Salienta que, após o resultado final, caso fique comprovado que houve negligência ou erro na conduta adotada durante o atendimento, será aberto um processo disciplinar".
O caso
De acordo com familiares, a menina - que completa dois anos em dezembro- não está conseguindo andar e ficar sentada há duas semanas, desde que foi levada pelo pai para a UPA com um quadro de febre e vômito. Durante o atendimento, uma profissional de saúde aplicou uma injeção e liberou a criança.
"Quando chegou em casa, ela não conseguia ficar sentada. No começo, a gente achava que era normal a injeção doer assim e que depois iria passar, mas depois de oito dias, ela conseguia mexer o corpo todo, menos a perna onde tomou a injeção", declarou a mãe, Edivânia Maria dos Santos.
Diante da situação, os pais voltaram a levar a criança para a UPA e, em seguida, ela foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. A menina foi submetida a exames e uma neurologista explicou que a injeção atingiu o nervo ciático, provocando a paralisia. A criança poderá recuperar os movimentos na perna, mas vai precisar passar por tratamento.
Elisa tem um 1 ano e 11 meses. A família tem dificuldades em seguir com o tratamento mesmo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em busca de fisioterapia para a criança, numa tentativa de reverter a paralisia, os pais descobriram que há uma fila de espera para conseguir fazer as sessões em Arapiraca e que, no momento, não há previsão para iniciar.
Na manhã desta quinta-feira (28) a família informou que uma fisioterapeuta particular se prontificou em ajudar, enquanto os laudos são providenciados e o tratamento pelo SUS é iniciado.