82 99641-3231

Índios de MT ganham prêmio da ONU por produção de óleo de pequi em aldeia

Índios produzem óleo de pequi em terra indígena de MT — Foto: Rogério Assis/ISA

A associação indígena Kĩsêdjê (AIK), que representa índios de Querência, a 912 km de Cuiabá, foi vencedora do Prêmio Equatorial 2019, dado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para soluções de desenvolvimento sustentável locais e indígenas. A premiação é feita a cada dois anos.

Ao todo, a ONU recebeu 847 candidaturas de 127 países e premia apenas 22 desses projetos.

O prêmio será entregue em uma cerimônia, que deve ser realizada em Nova York, em setembro deste ano.

O grupo de índios é responsável pela produção de óleo de pequi na Terra Indígena Wawi e iniciou a produção depois de retomarem as terras, antes invadida por fazendeiros.

Área plantada com pequi em terra indígena — Foto: Fábio Nascimento/ISA
Área plantada com pequi em terra indígena — Foto: Fábio Nascimento/ISA

Em 2018, 6.200 hectares foram desmatados na região por fazendeiros, segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).

A Terra Indígena, homologada em 1998, fica na bacia do rio Pacas e foi recuperada com os plantios de pequizais, que produz alimento para a comunidade e gera renda sustentável.

No ano passado, a safra de pequi rendeu um recorde de produção para os Kĩsêdjê, com 315 litros do óleo. A época do pequi é entre outubro, novembro e dezembro.

Produto final dos índios — Foto: Divulgação
Produto final dos índios — Foto: Divulgação

As frutas são coletadas em mutirão pelos indígenas. Homens e mulheres se reúnem e enquanto alguns buscam em áreas próximas à aldeia, outros recebem e cortam o pequi, separam polpa e semente em grandes bacias de metal.

Em seguida o pequi é cozido rapidamente, despolpado e batido vigorosamente para extrair o óleo, que é posteriormente decantado por dias e filtrado antes de ser engarrafado.

Este ano a produção dos índios deve passar a ser exportada para uma empresa nos Estados Unidos.

Fonte: G1 Globo


AL perde 45% da água tratada com vazamentos e ligações clandestinas

Foto: G1 Globo

Alagoas perde 45% da água que trata para consumo com problemas de vazamentos, ligações clandestinas e falhas de leitura. Os dados são do Instituto Trata Brasil com a GO Associados, obtidos pelo G1 e divulgados nesta quarta-feira (5). Em 2014, essa perda era de 46,1%.

Isso significa que, a cada 100 litros de água captada, tratada e pronta para ser distribuída, 45 litros ficam pelo caminho e são utilizados de forma irregular. A média nacional é de perda de 38%.

A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), que atende 77 dos 102 municípios, informou que o dado mais recente registrado é de perda de 43% nos municípios em que atua. Nos demais, a responsabilidade é dos Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs), que pertencem às prefeituras. A companhia ressaltou ainda que o dado se refere tanto a “perdas físicas”, que são vazamentos na rua, quanto a “perdas comerciais”, que é a água que chega às residências, mas não é faturada, é utilizada de forma clandestina – sendo esta última a principal causa das perdas (leia na íntegra ao final do texto).

Os estados com maiores perdas são Roraima (75%), Amazonas (69%) e Amapá (66%). O estudo utiliza os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), referentes ao ano de 2017.

Considerando o país, a média de perda de água potável é de 38%. Isso representa uma perda de 6,5 bilhões de m³ de água, o equivalente a mais de 7 mil piscinas olímpicas por dia.

Analisando apenas as perdas físicas do sistema, ou seja, a água que não chegou às casas das pessoas por conta de vazamentos, o volume desperdiçado seria suficiente para abastecer 30% da população brasileira por um ano.

Segundo Pedro Scazfuca, da GO Associados, o índice de perda na distribuição é um indicador de eficiência, o que deixa claro problemas estruturais no setor de saneamento básico do país.

Leia abaixo a íntegra da nota da Casal:

Vazamentos de água são comuns no estado — Foto: Kléverton Amorim/Arquivo pessoal

Na Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), o dado mais atual que temos sobre “perdas” (o que é bem diferente de “desperdício”), é de 43%. Isso é a média dos 77 municípios atendidos pela Companhia, portanto, não representa o todo de Alagoas, que tem outros 25 municípios. Nestes, o abastecimento é feito pelos chamados Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs), que pertencem às próprias prefeituras.

A respeito das perdas nos 77 municípios operados pela Casal, como disse, o dado mais atual é em torno de 43%. Isso significa que, de cada 100 litros captados no manancial, tratados e distribuídos, somente 57 (57%) são faturados, ou seja, são medidos nos hidrômetros na hora de emitir a fatura de água;

– Os outros 43 litros são considerados “perdas”, porém, não são 43 litros perdidos em vazamentos de água na rua. Essa perda é a perda geral, que se refere tanto a “perdas físicas” (vazamentos na rua) quanto a “perdas comerciais”, ou seja, a água que é usada por alguém, que chega às residências, mas não é faturada, porém, essa água não é perdida de fato nem desperdiçada, pois está sendo usada, só que de forma clandestina;

– Estima-se que, desses 43% “perdidos”, cerca de 10% é que são perdidos em vazamentos, enquanto o restante (33%) é consumido por formas inadequadas, como ligações clandestinas, by pass (gato de água), furto de água nas adutoras e várias outras formas de irregularidades. Por essa razão, não são faturados pela Companhia e, assim, entram no cálculo de perda, mas não quer dizer que foi água perdida literalmente;

– Então, cerca de 43% de perda é o dado mais atual, sendo que, desses 43%, 10% é que são perdas físicas, enquanto os outros 33% são perdas comerciais;

– Ou seja: a principal causa das perdas de água não são os vazamentos, mas sim os desvios, o consumo clandestino e o furto de água pela população. A quantidade de água que não é faturada pela empresa devido ao consumo clandestino é bem maior do que a aquela que se perde pelos vazamentos;

– A Casal desenvolve várias ações para combater perdas, como substituição de redes antigas, aumento das fiscalizações para combate ao consumo clandestino, modernização de equipamentos, equalização da pressão da água nas redes e adoção de novas práticas nas Estações de Tratamento de Água (ETAs);

– A respeito dos vazamentos na rua, vale ressaltar que a Companhia trabalha com empresas prestadoras de serviços que fazem a retirada de vazamentos num prazo máximo de dois dias úteis, a partir do comunicado feito ao Call Center (0800 082 0195). Ao mesmo tempo, a Casal aperta o cerco ao consumo clandestino com ações comerciais e de fiscalização;

Fonte: G1 Globo


Papa Francisco recebe líder indígena brasileiro Raoni no Vaticano

Papa Francisco abraça líder indígena Raoni em encontro no Vaticano, nesta segunda-feira (27) — Foto: Vatican Media / AFP

O Papa Francisco recebeu no Vaticano, nesta segunda-feira (27), o líder indígena Raoni Metuktire, que atua no combate à devastação da Amazônia.

A audiência faz parte da preparação para a Assembleia Especial do Sínodo (Encontro) dos Bispos para a região Panamazônica, que vai ser realizada de 6 a 27 outubro, segundo o porta-voz do papa, Alessandro Gisotti. O tema do encontro será: “Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para Ecologia”.

O líder indígena denuncia a devastação da Amazônia, que está ameaçada pelo desmatamento e pressionada pelo agronegócio e pela indústria madeireira.

O líder caiapó, que viaja acompanhado de outros três líderes indígenas do Xingu, começou em 12 de maio uma viagem de três semanas pela Europa, onde marchou com jovens por medidas contra mudança climática e foi recebido por chefes de Estado, como o presidente Emmanuel Macron (França). O líder indígena também aproveitou sua passagem pelo tradicional festival de cinema de Cannes, no sul da França, para pedir apoio para o seu projeto de proteção da Amazônia.

Devastação da Amazônia

Em 2015, Francisco publicou a encíclica “Laudato Si” (Louvado Seja), em que ataca um modelo de desenvolvimento injusto e convida os católicos a tomarem ações concretas para frear a exploração insensata do meio ambiente.

Líder indígena brasileiro Raoni Metuktire e o diretor de cinema Jean-Pierre Dutilleux em Cannes — Foto: Stephane Mahe/Reuters
Líder indígena brasileiro Raoni Metuktire e o diretor de cinema Jean-Pierre Dutilleux em Cannes — Foto: Stephane Mahe/Reuters

O pontífice denunciou os problemas enfrentados pelos moradores da região amazônica quando visitou Puerto Maldonado em janeiro de 2018, uma cidade rural no sudeste do Peru, cercada pela floresta.

Essa é a primeira vez que a Igreja Católica apoia oficialmente atividades concretas em favor do cuidado ambiental, inclusive nas paróquias.

O cardeal brasileiro Cláudio Hummes, que será o relator geral do sínodo, reconheceu recentemente em Roma que a defesa da Amazônia gera muitas “resistências e incompreensões”.

“Os interesses econômicos e o paradigma tecnocrático são contrários a qualquer tentativa de mudança e estão prontos a se imporem com força, violando os direitos fundamentais das populações no território e as normas de sustentabilidade e proteção da Amazônia”, declarou Hummes.

A Amazônia é habitada por 390 povos com uma identidade cultural e línguas próprias, e tem cerca de 120 aldeias livres em isolamento voluntário, segundo dados da France Presse.

Este território, compartilhado por nove países e habitado por cerca de 34 milhões de pessoas, abriga 20% da água doce não congelada do mundo, 34% das florestas primárias e 30-50% da fauna e flora do planeta.

Fonte: G1 Globo


Brumadinho: após quatro meses, investigados estão soltos e multa do Ibama não foi paga

Máquinas pesadas são usadas nas buscas por vítimas em Brumadinho — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Após quatro meses do rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os investigados estão soltos, a multa aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não foi paga e as apurações continuam. Além disso, os inquéritos criminais ainda não foram concluídos e ainda não há réus nessas investigações.

O desastre aconteceu no dia 25 de janeiro. De acordo com último balanço da Defesa Civil, 242 mortes foram confirmadas. Outras 28 pessoas continuam desaparecidas.

Treze funcionários da mineradora e da empresa TÜV SÜD, que atestou a segurança da estrutura, estão sob investigação. Eles já estiveram presos duas vezes. Da última vez, foram liberados entre a noite do dia 15 de março e a madrugada do dia 16, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder favoravelmente um habeas corpus que considerou as prisões desnecessárias.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito criminal já permite apontar a hipótese de homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de cometer o crime. Agora, resta apurar a participação de cada um dos considerados envolvidos na tragédia.

O G1 pediu posicionamento à Vale sobre investigações, ações na Justiça, prisões, multas e acordos, mas a empresa disse que não iria comentar.

Os investigados:

  1. Alexandre de Paula Campanha – Gerente-executivo da geotecnia corporativa da Vale

  2. André Jum Yassuda – engenheiro da TÜV SÜD

  3. Artur Bastos Ribeiro – Gerência de geotecnia

  4. Cristina Heloiza da Silva Malheiros – Gerência de geotecnia

  5. Felipe Figueiredo Rocha – Setor de gestão de riscos geotécnicos

  6. Cesar Augusto Paulino Grandchamp – geólogo da Vale

  7. Makoto Namba – engenheiro da TÜV SÜD

  8. Hélio Márcio Lopes de Cerqueira – Setor de gestão de riscos geotécnicos

  9. Joaquim Pedro de Toledo – Gerente-executivo da geotecnia operacional da Vale

  10. Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo – Setor de gestão de riscos geométricos

  11. Renzo Albieri Guimarães Carvalho – Gerência de geotecnia

  12. Ricardo de Oliveira – gerente de Meio Ambiente Corredor Sudeste da Vale

  13. Rodrigo Artur Gomes Melo – gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale

 

Fonte: G1 Globo


Bombeiros capturam jacaré em quintal de residência em Palmeira dos índios

Bombeiros foram acionados após aparecimento do animal
FOTO: DIVULGAÇÃO / ARQUIVO

A equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL) foi acionada, nesta quarta-feira (22), para a captura de um filhote de jacaré, na Rua Conselheiro Sebastião Lima, no município de Palmeira dos Índios, agreste alagoano.

De acordo com o Bombeiros, o animal foi encontrado no quintal de uma residência. Informações dão conta que um córrego passa próximo ao local e, por isso, é comum o aparecimento do réptil.

Ao ser acionada, uma guarnição composta por quatro militares resgatou o jacaré, que já tinha sido amarrado por populares.

O Corpo de Bombeiros informou, ainda, que o animal foi transportado pela guarnição de serviço a um habitat natural.

Fonte: GazetaWeb

Alunos do Sertão criam repelente natural e projeto é selecionado para exposição em PE

Professor e alunos fazem experimentos para produção de biorrepelente/Foto: Divulgação

Um projeto de pesquisa desenvolvido por estudantes do ensino fundamental de uma escola pública, localizada na zona rural de Cacimbinhas, foi um dos selecionados para a Exposição de Ciências, Engenharia, Tecnologia e Inovação (Expoceti), que acontece na Arena Pernambuco entre os dias 24 a 30 de junho.

Os alunos do Ensino Fundamental da Escola Municipal José Pinheiro da Silva, no povoado Teixeira, foram escolhidos para apresentar o trabalho “atividade biorepelente do extrato de nim no controle da cochonilha de escamas na palma forrageira”, sob a orientação do professor André Souza.

“A proliferação desse inseto-praga compromete a agricultura e a economia em regiões que utilizam a palma forrageira na alimentação animal. Com esse projeto de pesquisa que estamos desenvolvendo, pretendemos produzir um repelente natural para eliminar os invasores. Os resultados que obtivemos até agora são fantásticos”, afirmou o professor, explicando que o extrato de nim, cujas propriedades repelentes de insetos já são conhecidas, foram utilizadas pelos alunos para desidratar e matar os insetos, com resultados eficazes.

As inscrições dos estudantes, assim como a estadia e alimentação foram custeados pelo município. Além do projeto de biorepelente, outros projetos de pesquisa da Escola José Pinheiro da Silva também foram selecionados como finalistas para a exposição de ciências.

A Expoceti chega a sua quarta edição e se consolida como uma feira de ciências, engenharia, tenologia e inovação, que tem como objetivo incentivar jovens a desenvolverem pesquisas científicas. O evento é organizado pela comunidade escolar do Colégio Anglo do município de São Lourenço da Mata (PE), em parceria com a prefeitura e a Associação Brasileira de Incentivo á Tecnologia e Ciência (Abritec).

Fonte: 7 Segundos


Rua José e Maria Passos, nº 25 - Centro - Palmeira dos Índios - AL.

Redes sociais


Facebook

Whatsapp: 82 99641-3231

Fale conosco


82 99641-3231

© 2019 RÁDIO SAMPAIO - Todos os direitos reservados | Desenvolvido por Interactive MOnkey