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Brasil tem mais de 170 mil animais abandonados sob cuidado de ONGs

A administradora Gabriela Masson e Jack, seu primeiro animal adotado; Gabriela fundou a ONG Amigos de São Francisco para cuidar de cães e gatos abandonados — Foto: Marcelo Brandt/G1
A administradora Gabriela Masson e Jack, seu primeiro animal adotado; Gabriela fundou a ONG Amigos de São Francisco para cuidar de cães e gatos abandonados — Foto: Marcelo Brandt/G1

Segundo um levantamento do Instituto Pet Brasil, mais de 170 mil animais estão sob os cuidados de 370 ONGs e grupos que atuam na área de proteção animal em todo o Brasil. Do total, 169 entidades estão no Sudeste, tutelando mais de 78 mil animais. A maior parte dos animais é formada por cachorros (96%) e apenas uma minoria, gatos (4%).

O Instituto Pet Brasil levou mais de seis meses para mapear as organizações em todo o país. As ONGs e os protetores forneceram informações sobre suas capacidades de acolhimento e o acolhimento real no momento da pesquisa.

“Nós fomos entender um pouco a dinâmica das ONGs. Animais podem estar na rua, mas não são necessariamente abandonados, pois pode ter gente que cuida deles, que dá água, que dá uma tutela pela vida deles. Assim, consideramos abandonados os que não têm ninguém. Nestes casos, as ONGs e os protetores acabam atuando para pegar esses animais”, diz Martina Campos, diretora-executiva do Instituto Pet Brasil.

Martina afirma que a grande maioria das organizações não informa o CNPJ de forma clara e se apresenta apenas em redes sociais, com poucas informações disponíveis. “Existem ONGs que se intitulam assim, mas são grupos de protetores”, diz. Por isso, o levantamento abrange tanto as organizações maiores e mais estruturadas, quanto esses grupos menores. O resultado final foi de 370 organizações mapeadas.

Com base nos dados fornecidos por estas organizações, o instituto classificou as entidades, analisou a capacidade máxima de acolhimento e chegou à estimativa de 172,1 mil animais abandonados sob tutela.

Instituto Pet Brasil estima que há mais de 170 mil cães e gatos abandonados sob tutela de ONGs e protetores em todo o país — Foto: Marcelo Brandt/G1
Instituto Pet Brasil estima que há mais de 170 mil cães e gatos abandonados sob tutela de ONGs e protetores em todo o país — Foto: Marcelo Brandt/G1

Os abrigos de médio porte, que conseguem abrigar de 101 a 500 animais e que são 48% das entidades mapeadas, se destacam por tutelar mais de 89 mil bichos. Por isso, eles são responsáveis por mais de 52% da população de pets disponíveis para adoção.

Apenas 19% das instituições conseguem abrigar mais de 500 animais, e 33% são de pequeno porte, abrigando entre 1 e 100 cães e gatos.

“É um número importante de animais abandonados. Por isso, temos que ter um olhar para esses animais”, diz Martina Campos. “Traz a reflexão da importância de ter esses espaços [das entidades de proteção animal].”

Na semana passada, inclusive, o Senado aprovou um projeto que proíbe que animais sejam juridicamente tratados como coisas. Caso a proposta, que voltará para análise da Câmara dos Deputados, seja aprovada e promulgada, eles serão considerados seres sencientes, que sentem dor e emoção e estão sujeitos a sofrimento.

Animais em situação vulnerável

País tem mais de 170 mil cães e gatos sob cuidado de ONGs e grupos de protetores — Foto: Rodrigo Cunha/G1
País tem mais de 170 mil cães e gatos sob cuidado de ONGs e grupos de protetores — Foto: Rodrigo Cunha/G1

O Pet Brasil fez uma estimativa do número de animais em condição de vulnerabilidade, ou seja, aqueles que vivem sob tutela de famílias classificadas abaixo da linha de pobreza ou que vivem nas ruas, mas recebem cuidados de pessoas. São 3,9 milhões, ou 5% da população total de pets no Brasil, que é de cerca de 140 milhões.

O número chama a atenção, já que, por conta das situações economicamente difíceis de seus tutores, estes animais podem acabar sendo abandonados.

É o caso de muitos animais resgatados pela Amigos de São Francisco. Sebastião Prado, o caseiro do sítio que serve de abrigo da ONG na região de Ibiúna, no interior de São Paulo, conta que há muitos casos de bichos que são largados na porta da propriedade ou da sua casa, possivelmente pelos próprios donos.

“Uma vez deixaram um poodle doente amarrado no portão de casa com um bilhete que dizia para a gente cuidar dele e, quando ele estivesse bom, a pessoa vinha buscar. Nem teve muito o que fazer, ele estava com cinomose em fase terminal”, diz Sebastião Prado, da ONG Amigos de São Francisco.

Em outros casos, os donos dos animais morrem ou se mudam, e os familiares, sem saber o que fazer com os animais, os abandonam ou acionam a ONG. “A gente recebe em média uns 20 pedidos de ajuda por semana”, diz Gabriela. “Tem animais que chegam para nós que já tiveram algum dono, que infelizmente foram abandonados pelos mais diversos motivos, e tem animais que estão na rua, vulneráveis.”

Martina Campos, diretora-executiva do Pet Brasil, acredita, porém, que os brasileiros estão cada vez mais maduros em relação ao cuidado e ao bem-estar dos animais. “O brasileiro é uma população que cuida de animais. Já percebemos o quanto essencial é o animal na vida da família brasileira”, diz.

“A população está cada vez mais atentando para essas informações [de bem-estar animal]. Se você quer ter um pet, seja cão, gato, peixe, você tem que saber o impacto daquilo na sua vida para cada vez mais conseguir diminuir esse número de abandono”, afirma Martina Campos, do Instituto Pet Brasil.

Apenas 4% dos animais abandonados sob cuidado de ONGs são gatos, aponta Instituto Pet Brasil — Foto: Marcelo Brandt/G1
Apenas 4% dos animais abandonados sob cuidado de ONGs são gatos, aponta Instituto Pet Brasil — Foto: Marcelo Brandt/G1

Para garantir que os pretendentes a donos dos animais tutelados pela ONG realmente saibam desses impactos, Gabriela conta que faz um processo rigoroso de adoção dos bichos que a entidade resgata.

“A gente primeiro faz o casamento do perfil de dono que o animal precisa para o perfil das pessoas que querem adotá-lo. Na entrevista com as pessoas, elas preenchem um questionário para a gente entender tudo, desde a disponibilidade da pessoa, se a família está sabendo, entre outros pontos”, diz.

Os mais procurados são os filhotes. Eles chegam, inclusive, a ter fila de espera. “Animais mais jovens ficam meses, não mais do que isso. Temos um tempo mínimo para ficar com a gente, pois precisamos vacinar, castrar, vermifugar, deixar esse animal em ordem e ter uma garantia de que ele está bem”, diz Gabriela.

A administradora afirma, porém, que os mais velhos têm começado a chamar a atenção.

“Quem adota um adulto tem bastante ressalva depois em adotar um filhote, pois é uma relação que parece que, quanto mais eles viveram nas ruas ou quanto mais eles sofreram, maior é a gratidão que eles têm pela pessoa”, diz Gabriela Masson.

Filhotes costumam ficar pouco tempo à espera de adoção; já adultos e animais de grande porte ou mais velhos demoram mais para achar um novo lar — Foto: Marcelo Brandt/G1
Filhotes costumam ficar pouco tempo à espera de adoção; já adultos e animais de grande porte ou mais velhos demoram mais para achar um novo lar — Foto: Marcelo Brandt/G1

Depois que esse “match” entre o animal e o dono acontece e a adoção é feita, a ONG ainda faz um acompanhamento posterior para saber se está tudo bem — tudo para garantir que a adoção seja a mais efetiva possível.

“A gente torce é que sejam muitos felizes, os donos e os animais. A gente não tirou os animais das situações mais tristes para que eles não fossem os mais felizes nas famílias”, diz Gabriela.

Mesmo assim, há casos de animais que são devolvidos. Foi o caso de Vênus, uma cadela de grande porte que passou apenas um dia na casa de uma família e acabou voltando para a ONG porque não conseguiu se adaptar com a outra cadela da casa. Por conta da dificuldade de achar um novo lar para ela e por Vênus já estar tão adaptada ao sítio, acabou virando uma “integrante permanente” da ONG.

 

 

 

 

 

Fonte: G1

Jaguatirica é encontrada em residência no Agreste de Alagoas

Animal passou por examese deve ser solto na natureza nos próximos dias — Foto: Divulgação/FPI do São Francisco

Uma jaguatirica foi resgatada por uma equipe da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco nessa semana, no quintal de uma casa no Agreste de Alagoas. De acordo com o Ministério Público (MP-AL), que encabeça a ação, esse é o maior felino encontrado no estado neste ano.

A cidade onde o resgate foi realizado não foi divulgada, por questões de segurança. O dono do imóvel relata que desconfiou do desaparecimento dos bichos que cria no quintal, como pato, galinha e peru, e armou uma arapuca, que conseguiu capturar a jaguatirica.

Uma equipe de Fauna da FPI foi ao local no final da manhã, e levou o felino para o Centro de Triagem de Animal Silvestre Provisório, em Arapiraca.

De acordo com o médico veterinário Rick Correia, trata-se de uma jaguatirica fêmea, adulta e saudável. Biólogos e veterinários sedaram o animal para que pudessem recolher sangue e fezes, que passarão por exames. Depois, receberá um microchip de monitoramento, para então ser solta na natureza.

Correia diz ainda que a suspeita é que o animal tenha chegado até a casa onde foi achado atrás de comida, por estar enfrentando dificuldades para se alimentar nas matas da região, que sofrem constantes desmatamentos.

A soltura da jaguatirica deve ser realizada até o fim da semana, mas isso só será definido após o equipamento de rastreio chegar de São Paulo.

Jaguatiricas estão espalhadas por todo o país, sendo encontradas nos biomas Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Floresta Amazônica. Elas estão no topo da cadeia alimentar, precisam de uma grande área para caçar e se alimentam de aves e pequenos mamíferos.

O animal resgatado em Alagoas é o maior encontrado no estado, pois não há registros recentes de onça-parda ou onça-pintada na região.

 

 

 

Fonte: G1

Órgãos ambientais invadem residências em Palmeira e gera revolta por abuso de autoridade

Palmeira dos Índios

Na manhã da última segunda-feira (5), o cidadão palmeirense Eudes Pinheiro recebeu uma visita de órgãos ambientais em sua casa e tanto ele como seus familiares foram tratados de forma grosseira.

Segundo Eudes, na manhã do dia 5, forças polícias e órgãos ambientais chegaram por volta das 9 horas da manhã, ele não estava em casa então abordaram sua esposa, desde o início foram grosseiros e truculentos, detiveram a esposa do Eudes e dois amigos dele que chegaram no momento da abordagem até o momento que Eudes chegasse em casa.

Mesmo o dono da residência autorizando a entrada dos órgãos ambientais e das forças policiais, eles agiram de forma agressiva e não mostraram mandado de busca e apreensão, ao saírem de sua residência, danificaram o portão da casa a ponto de arrancar o portão e multaram o cidadão em mais de 20 mil reais.

Um fato que causa indignação, é que o IMA, Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, tinha estabelecido uma da e local para quem criasse animais silvestres sem autorização dos órgãos ambientais pudesse entregar os animais sem penalidades, o evento ocorreu no dia 8 de agosto, das 8hrs até as 13hrs, na praça da independência. Eudes já tinha decidido entregar os animais, porém, não teve a oportunidade, já que três dias antes essa ação policial chegou até ele.

Deputado Estadual Antônio Albuquerque

Em sessão ordinária do último dia 7 de agosto, na Câmara dos Deputados de Maceió, o Deputado Estadual Antônio Albuquerque denunciou os abusos de poderes de órgãos do Estado.

“Deixo minha indignação e solicitação para que o Poder Legislativo possa buscar mecanismos e parcerias com o Poder Executivo para coibir alguns abusos. Estamos assistindo as ações de braços cruzados do Governo Estadual, Governo Federal, Órgãos de Fiscalização de Controle, como o Ministério Público, que tem adotado ações de grandes prejuízos para a sociedade e de violência contra pessoas indefesas”, denunciou.

“Estas ações são genocídios para os pássaros, porque todos sabemos que eles não conseguem se adaptar e voltar ao seu habitat natural. O pode público afronta crianças e senhores da terceira idade dentro de suas casas, como se fossem grandes delinquentes”, explicou Antônio.

Ainda durante a sua fala, o deputado estadual afirmou que a Assembléia Legislativa de Alagoas não pode ficar de braços cruzados diante a tais situações. “Chega de abuso de autoridade e de violência praticada contra estas pessoas”.

Antônio Albuquerque se diz contra a comercialização de pássaros e que é justo que medidas sejam adotadas e as devidas providências sejam tomadas.

Dr. França

A Rádio Sampaio FM 94,5 convidou hoje pela manha o advogado Dr. França para falar sobre o assunto no programa Nosso Encontro.

Sobre o fato ocorrido com Eudes, Dr. França achou a ação precipitada e abusiva, já que as mesmas entidades tinham estabelecido uma data para a entrega dos animais silvestres, Eudes ainda estava dentro do prazo para a entrega dos animais e pretendia entregar.

“Não podem fazer um aviso dando um prazo para você entregar algo e um dia antes fazer uma operação de pirotecnia e aterrorizar pessoas da cidade” disse Dr. França.

Ele ainda defendeu a importância com o meio ambiente “deveria ser uma preocupação de toda a população, precisamos das árvores, do equilíbrio ambiental, e os pássaros fazem parte desse equilíbrio”. Disse ainda que a justiça tem que fazer campanhas educativas para educar as pessoas antes de punir, prender ou constranger as pessoas.


‘Doença do Pombo’ mata dois homens em SP e moradores ficam em alerta

Cinegrafista Mauro Sérgio e o empresário José Wilson estavam com a 'Doença do Pombo' — Foto: Arquivo Pessoal
Cinegrafista Mauro Sérgio e o empresário José Wilson estavam com a ‘Doença do Pombo’ — Foto: Arquivo Pessoal

Um cinegrafista, de 43 anos, e um empresário, de 56 anos, morreram no último mês, em Santos, no litoral de São Paulo, em decorrência da criptococose, conhecida como “Doença do Pombo”. A prefeitura informou que os atuais protocolos de saúde não obrigam a notificação dos casos, mas que realiza ações de prevenção.

O empresário José Wilson de Souza morreu em 19 de julho, enquanto a morte do cinegrafista Mauro Sérgio Gil Senhorães ocorreu no dia 23 do mesmo mês. Ambos ficaram internados por quatro meses em hospitais diferentes e, antes disso, tinham vida ativa e eram sadios, segundo familiares, a quem os médicos informaram sobre a doença.

Os sintomas apresentados pelos dois homens eram semelhantes: intensa dor de cabeça, tonturas, febre, além de falta de ar e cansaço. Em algumas situações, as pessoas podem confundir os sinais da doença com gripe forte. Ao final da internação dos dois pacientes, os quadros se agravaram: o empresário chegou a ficar em coma.

A infecção é ocasionada por fungos que se proliferam nas fezes dos pombos e também em ocos de árvore. Eles se espalham pelo ar e o risco maior está em ambientes fechados, onde esses animais se abrigam. Após ser inalado pelas pessoas, o fungo se instala no pulmão e, depois, migra para o sistema nervoso central.

Em entrevista, a infectologista Rosana Richtmann disse que a rápida reprodução dos pombos dificulta o controle da doença em grandes cidades. “As fezes ressecadas dos pombos, espalhadas pelo vento, podem ser inaladas e causar doenças”, declarou. A ordem é evitar o contato com animais e lugares de concentração dos pombos.

Veja o ciclo da criptococose — Foto: Arte/TV Globo
Veja o ciclo da criptococose — Foto: Arte/TV Globo

A Secretaria de Saúde de Santos informou que a doença não é de notificação obrigatória pelas unidades de saúde públicas e particulares, conforme os atuais protocolos. Por essa razão, não há dados. Entretanto, a municipalidade declarou que realiza ações educativas para prevenção e de controle de pragas urbanas.

Fonte: G1

Cutias mantidas irregularmente em hotel são resgatadas em Arapiraca

Cutias resgatadas pela FPI do São Francisco em Arapiraca, Alagoas — Foto: Jonathan Lins/Ascom FPI
Cutias foram resgatadas pela FPI do São Francisco em Arapiraca, agreste de Alagoas — Foto: Jonathan Lins/Ascom FPI

Equipes da Fiscalização Preventiva e Integrada (FPI) do Rio São Francisco, do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL), resgatou 38 cutias nesta quinta-feira (8). Os animais foram flagrados em situação de cativeiro, dentro de gaiolas em um hotel localizado no bairro Planalto, em Arapiraca.

Os animais estavam em um local nos fundos do hotel. Um deles estava morto, em avançado estado de decomposição. Eles serão devolvidos à natureza, em local que não foi divulgado para preservar a segurança das cutias.

O estabelecimento foi autuado, através de um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO), já que não possuía licença ambiental e pelas condições do local, que caracterizavam cativeiro para esses animais. O termo foi feito na Delegacia Regional de Arapiraca.

A FPI resgatou, até o momento, 360 animais em condições semelhantes. Desses, 120 já foram devolvidos à natureza.

Cutias foram resgatadas pela FPI do São Francisco em Arapiraca, agreste de Alagoas — Foto: Jonathan Lins/Ascom FPI
Cutias foram resgatadas pela FPI do São Francisco em Arapiraca, agreste de Alagoas — Foto: Jonathan Lins/Ascom FPI

 

Fonte: G1

Mudança climática ameaça produção de alimentos, alerta ONU

Agencia Brasil/arquivo

A população da terra está crescendo e, com ela, o consumo. Essa tendência só irá aumentar em um futuro próximo, mas os recursos do planeta são limitados – e o solo não é uma exceção.

Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) publicado nesta quinta-feira (8) focaliza a conexão entre o uso da terra e seus efeitos sobre a mudança climática.

O documento destaca como, em uma espécie de círculo vicioso, solos e florestas doentes agravam as mudanças climáticas, que, por sua vez, causam impactos negativos na saúde das florestas e do solo.

As conclusões do IPCC são resultado de dois anos de trabalho de 103 peritos de 52 países, que participaram voluntariamente do estudo. Antes do seu lançamento, o relatório foi discutido com os governos no início de agosto em Genebra, na Suíça, e aprovado por consenso por todos os países que participam do IPCC.

Acordo de Paris

O relatório aponta que, se o aquecimento global ultrapassar o limite de 2º Celsius estabelecido pelo Acordo de Paris, provavelmente as terras férteis se transformarão em desertos, as infraestruturas vão se desmoronar com o degelo do permafrost e a seca e os fenômenos meteorológicos extremos colocarão em risco o sistema alimentar.

É um quadro sombrio, mas os autores do IPCC enfatizam que as recomendações do relatório poderiam ajudar os governos a prevenir os piores danos, reduzindo a pressão sobre a terra e tornando os sistemas alimentares mais sustentáveis, enquanto atendem às necessidades de uma população crescente.

“Minha esperança é que este relatório tenha algum impacto sobre como consideramos a terra no contexto das mudanças climáticas e sobre as políticas que promoverão a gestão sustentável da terra e sistemas alimentares sustentáveis”, afirmou Alisher Mirzabaev, coautor do relatório do IPCC.

Solos e florestas

Os solos e as florestas são aliados perfeitos contra as alterações climáticas. Eles atuam como sumidouros de carbono, reservatórios naturais que impedem que o CO2 chegue à atmosfera.

Como aponta Barron Joseph Orr, cientista chefe da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, a gestão insustentável os transforma no oposto: em grandes contribuintes para as mudanças climáticas.

Da área terrestre do mundo que não é coberta por gelo, cerca de 70% já estão sendo usados para a produção de alimentos, têxteis e combustíveis.
Os ecossistemas como as pradarias são fundamentais para um clima estável, embora sejam muitas vezes ignorados.

Estas vastas áreas, que em grande parte são desprovidas de árvores e arbustos, atuam como grandes sumidouros de carbono. Elas também permitem que o gado paste sem que seja realizado o corte de árvores. A tendência de usar essas terras para lavouras significa uma maior liberação de CO2 para a atmosfera.

“Enquanto é dada muita atenção às florestas, savanas e pradarias são uma paisagem que devemos abordar urgentemente”, afirmou João Campari, líder global para a prática de alimentos da WWF Internacional. “Mais de 50% da conversão para a produção frutífera ocorrem em pradarias e savanas.”

As turfeiras, por exemplo, tipo de área úmida que cobre apenas 3% da superfície terrestre, são outro importante sumidouro de carbono, mas constituem até 5% das emissões globais anuais de CO2. Cerca de 15% das turfeiras conhecidas já estão destruídas ou degradadas.

 

 

 

 

 

Fonte: Agência Brasil

Rua José e Maria Passos, nº 25 - Centro - Palmeira dos Índios - AL.

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