Golpe da falsa devolução desvia suas encomendas; saiba se proteger

Golpe usa imagem dos Correios para desviar pacotes devolvidos por compradores — Foto: Snowing

Um novo golpe no e-commerce brasileiro tem usado o nome dos Correios para desviar produtos de consumidores durante devoluções online. Na fraude, criminosos enviam mensagens falsas com códigos de postagem adulterados e induzem compradores a despachar encomendas em agências oficiais. O item é postado normalmente, mas acaba redirecionado para endereços controlados pelos golpistas. O resultado é prejuízo duplo: a vítima perde o produto e não recebe o reembolso. A seguir, o TechTudo explica como funciona o golpe da falsa devolução de encomendas e veja como se proteger.

1. Como funciona o golpe?
No golpe da falsa devolução de encomendas, os criminosos entram em contato com as vítimas após elas solicitarem o retorno de um produto comprado pela internet, direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor. Os golpistas enviam mensagens no WhatsApp, SMS ou e-mail imitando a identidade visual da loja, dos Correios ou de transportadoras, com instruções específicas de devolução. Em alguns casos, a mensagem falsa chega após a comunicação oficial da empresa, alegando que o contato anterior continha erro, enganando consumidores mais desatentos.

Junto à mensagem, vai uma Autorização de Postagem falsa, com um código de postagem adulterado, para que o usuário faça o envio do pacote para um endereço diferente do oficial. Ao levar a encomenda a uma agência dos Correios ou a um ponto de coleta, a vítima consegue despachar o item normalmente, pois o sistema aceita o envio sem identificar a irregularidade. O destino do pacote, no entanto, já foi alterado para um endereço vinculado ao golpista.

Após o transporte do produto, a loja ou marketplace não recebe a encomenda de volta, pois não há registro oficial de devolução junto à transportadora, e o reembolso do dinheiro do comprador é negado.

2. Como se proteger?
A principal medida de proteção é gerar o código de postagem, seja QR Code ou etiqueta de devolução, exclusivamente pelo aplicativo ou site oficial da loja onde a compra foi feita. O Correios orienta que qualquer código enviado por WhatsApp, SMS ou e-mail não verificado deve ser descartado imediatamente, independentemente de quão confiável pareça a mensagem. Em caso de dúvida sobre a autenticidade do contato, o consumidor deve acessar diretamente os canais oficiais da empresa antes de fazer a devolução, sem clicar em links recebidos.

Antes de despachar o pacote, também é essencial conferir todos os dados da etiqueta: remetente, destinatário e se as informações são coerentes com a loja em questão. Qualquer inconsistência, como um nome de empresa diferente, endereço incomum ou ausência de dados claros de identificação, deve ser tratada como sinal de alerta. A verificação leva menos de um minuto e pode evitar um prejuízo difícil de reverter.

3. O que fazer se cair no golpe da falsa devolução?
O consumidor que perceber que foi vítima do golpe deve agir com rapidez. O primeiro passo é entrar em contato imediatamente com a loja ou marketplace pelo canal de atendimento oficial e informar o ocorrido, apresentando o comprovante de envio. Em paralelo, é necessário acionar a transportadora responsável, como Correios ou outra empresa contratada, para tentar interceptar a encomenda antes que ela chegue ao destino fraudulento. Quanto mais cedo o aviso, maiores as chances de recuperar o produto.

Se a interceptação não for possível, o consumidor deve registrar um boletim de ocorrência e procurar o Procon para formalizar a reclamação e buscar ressarcimento. É fundamental guardar todas as evidências, como prints das mensagens recebidas, os e-mails falsos recebidos na caixa de entrada, comprovantes de postagem e qualquer outro registro da comunicação com o falso representante da empresa. Esses documentos são indispensáveis tanto para comprovar que caiu em um golpe, quanto para eventuais procedimentos administrativos ou judiciais.

 

INSS restringe pedidos de aposentadoria, pensão e BPC para reduzir fila; entenda a nova regra

A medida foi oficializada pela Instrução Normativa nº 203, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (24), e já está em vigor. — Foto: INSS/Divulgação

 

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a proibir novos pedidos de aposentadoria, pensão e Benefício de Prestação Continuada (BPC) para o mesmo tipo de benefício enquanto houver um processo em análise ou dentro do prazo de recurso administrativo.

A medida foi oficializada pela Instrução Normativa nº 203, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (24), e já está em vigor.

A nova regra altera procedimentos da norma anterior que regula a concessão de benefícios previdenciários e estabelece que o segurado não poderá fazer um novo pedido para o mesmo tipo de benefício enquanto o anterior ainda estiver pendente.

🔎 Antes da nova regra, o INSS seguia uma norma que organizava os pedidos, mas não proibia de forma clara a realização de um novo pedido para o mesmo benefício enquanto o primeiro ainda estava em análise ou dentro do prazo de recurso.

Com isso, era possível fazer um novo pedido mesmo com o anterior ainda em andamento — seja para corrigir erros, incluir documentos ou tentar acelerar a análise.

A partir de agora, será considerado “processo em curso” aquele cujo prazo para apresentação de recurso administrativo ainda não tenha terminado.

Ou seja, após uma negativa do INSS, o segurado terá que aguardar o prazo de recurso — geralmente de 30 dias — antes de fazer um novo pedido do mesmo benefício.

🚨A restrição, no entanto, não se aplica a pedidos de revisão, que podem ser solicitados normalmente.
Em nota, o INSS afirmou que “a medida tem como objetivo aprimorar os fluxos de análise e tornar mais eficiente o atendimento aos segurados”.

"Na prática, ela busca evitar a multiplicidade de pedidos idênticos para o mesmo CPF — o que gera retrabalho administrativo e impacta negativamente o tempo de análise de todos os requerimentos."

Segundo o instituto, há um “desequilíbrio estrutural relevante” na fila de pedidos, apesar do esforço contínuo para ampliar a capacidade de análise, além de um “volume crescente de solicitações duplicadas”.

Dados internos do INSS mostram que, do total de pedidos, 41,41% são reapresentados entre 1 e 30 dias após a conclusão do primeiro processo — e 22,47% entre 91 e 180 dias. Em categorias como salário-maternidade urbano, a taxa de reincidência no mesmo dia chega a 8,45%.

"Essa prática de abertura sucessiva de novos processos para o mesmo CPF, antes de esgotada a via recursal, gera múltiplos protocolos para a mesma demanda e sobrecarrega o sistema — em detrimento de quem ainda aguarda uma primeira análise", afirmou o órgão, em nota.
Objetivo é reduzir fila
A medida ocorre em meio aos esforços do governo para reduzir a fila de análise de benefícios, que hoje acumula milhões de pedidos.

Segundo os dados mais recentes divulgados pelo instituto, a fila de espera para benefícios como aposentadorias, pensões e o BPC recuou de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março deste ano.

A pressão sobre o tema levou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a trocar o comando do órgão, com a saída de Gilberto Waller e a nomeação da servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira.

Segundo o blog de Valdo Cruz, o presidente Lula decidiu pela demissão de Waller porque as filas do INSS estavam desgastando a imagem do governo e devem ser exploradas na campanha eleitoral.

Gilberto Waller teve papel importante na reorganização do INSS após o escândalo de desvios em aposentadorias e pensões. No entanto, na avaliação de Lula, não conseguiu avançar de forma suficiente na redução das filas, um dos principais compromissos da atual gestão.

Durante a campanha de 2022, Lula prometeu zerar a fila do INSS, mas o volume de pedidos continuou elevado.

A nova presidente, Ana Cristina Silveira, é vista como alguém com experiência técnica para agilizar os processos. Antes de assumir o cargo, ela atuava como secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.

Fraude no INSS: um ano após operação revelar desvios, ressarcimento a segurados chega a quase R$ 3 bilhões

INSS cria regras para devolver descontos indevidos a herdeiros de aposentados e pensionistas que já morreram — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Operação Sem Desconto, que revelou desvios em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social , completa um ano nesta quinta-feira (23).

Até 27 de março, o órgão devolveu R$ 2,95 bilhões a 4,34 milhões de pessoas que identificaram como irregular o desconto em seu benefício.

Segundo o INSS, cerca de 4 milhões de beneficiários ainda não se manifestaram.

➡️De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles.

Os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e podem chegar a R$ 6,3 bilhões, segundo as estimativas.

Em maio de 2025, 9,5 milhões de aposentados e pensionistas receberam uma notificação do INSS sobre descontos associativos.

A partir desse alerta, o órgão abriu um prazo — prorrogado duas vezes, por 90 dias cada uma — para que o segurado respondesse se o desconto havia sido autorizado, se gostaria de contestá-lo e solicitar o ressarcimento ou se o desconto foi legítimo.

🗓️Os aposentados e pensionistas tem até 20 de junho para contestar os descontos indevidos (veja abaixo como contestar).

Proibição descontos

Em janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que proíbe descontos por associações em benefícios pagos pelo INSS.

A lei sancionada, que foi aprovada no fim do ano passado pelo Congresso Nacional, também determinava uma "busca ativa a beneficiários lesados em decorrência de descontos indevidos e prevê o seu ressarcimento", mas esse trecho foi vetado pelo presidente.

"Em que pese a boa intenção do legislador, o dispositivo contraria o interesse público, pois atribui ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS competências que não lhe são próprias, de modo a expor a autarquia a riscos jurídicos e operacionais, além de custos extraordinários, sem a apresentação da devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro", informou o governo, ao explicar as razões do veto.

Pelo texto sancionado, quando for constatado um desconto indevido, a entidade associativa, instituição financeira ou empresa responsável deverá devolver integralmente o valor ao beneficiário em até 30 dias, contados da notificação da irregularidade ou de decisão administrativa definitiva.

Entenda o esquema de fraudes

O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles.

💰O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.

Segundo o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Vinícius de Carvalho informou à época, as associações envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura.

Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU.

O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para apurar o caso.

⏱️O prazo da CPMI acabou no fim de março e o relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas. Entre elas, parlamentares, ex‑ministros, dirigentes de estatais e entidades associativas, além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.

O parecer foi rejeitado pelos parlamentares e o colegiado chegou ao fim sem ter um documento formal.

Prisões

Foram presos, em diferentes fases da operação:

ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto;
ex-procurador do órgão Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho;

Antônio Carlos Antunes Camilo, o "Careca do INSS", figura central no esquema de desvios;
empresário Maurício Camisotti;

André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e relacionamento com o cidadão do INSS;

Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS;

Thaisa Hoffmann, empresária e esposa de Virgílio;

Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT);

Tiago Abraão Ferreira Lopes, diretor da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores

Familiares Rurais (Conafer), e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes;

Cícero Marcelino de Souza Santos, empresário também ligado à Conafer;

Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior, também ligado à Conafer;

ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará Cecília Rodrigues Mota;

empresário Natjo de Lima Pinheiro; entre outros.

Quem pode aderir ao acordo de ressarcimento

Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que:

Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis;

Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos;

Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025;

Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa.

Governo vê estatais federais no vermelho até 2030

Palácio do Planalto e de parte da Praça dos Três Poderes, mostrando também o Congresso • Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Os Correios podem continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor.

A informação está no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado na semana passada pelo governo ao Congresso Nacional.

"Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo.

No documento, o Executivo diz também que é provável que a empresa estatal tenha de receber aportes de capital da União até 2027, algo já admitido pela ministra da Gestão, Esther Dweck.

O governo também projeta que as estatais federais seguirão no vermelho até 2030.

🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.

Segundo a ministra informou em março, a medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025.

De acordo com ela, mesmo com um novo empréstimo, o aporte pode ajudar no processo de recuperação financeira da estatal. "Por isso é parte da equação também", explicou a ministra.

Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu mais espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo.

Rombo das estatais

Puxado pela situação dos Correios, as estatais federais registraram, em todo ano passado, um déficit de R$ 5,13 bilhões, o segundo pior resultado da história.

A situação continuou ruim no primeiro bimestre deste ano, quando o resultado negativo somou R$ 4,1 bilhões.

🔎Os números foram divulgados pelo Banco Central. O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano.

A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos).

O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante.

Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea.

O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).

O Tribunal de Contas da União (TCU) destacou nesta quarta-feira (22) que 95% do déficit das estatais não dependentes foi puxado por 4 empresas, dentre elas os Correios

Para 2026, o governo estimou, no projeto de lei de diretrizes orçamentárias, um aumento do déficit das estatais para R$ 6,75 bilhões.

Para 2027, a equipe econômica projetou que o rombo pode ser maior ainda: R$ 7,55 bilhões.

Para 2028, 2029 e 2030, o déficit estimado para as estatais federais é de, respectivamente: R$ 6,1 bilhões; R$ 5,04 bilhões e de R$ 5,71 bilhões.

Governo federal reajusta valor do “Gás do povo”

Medida integra pacote de ações do Governo do Brasil para mitigar efeitos do conflito no Oriente Médio - Foto: Tauan Alencar/MME

O Governo do Brasil reajustou os preços de referência a serem aplicados no programa Gás do Povo como parte das ações para mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de insumos energéticos e proteger a população brasileira. O reajuste foi oficializado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e Ministério da Fazenda com a publicação da Portaria Interministerial MME/MF nº 2 no Diário Oficial da União.

A atualização corrige defasagens em estados onde o preço praticado, no âmbito do Gás do Povo, estava acima dos limites previstos nas regras do programa, o que vinha impactando o ritmo de adesão das revendas. Esse reajuste reforça o papel do programa como principal política pública de acesso ao gás de cozinha no Brasil. A iniciativa garante a recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário-mínimo e cadastro atualizado.

Atualmente, cerca de 15 milhões de lares são atendidos em todos os municípios brasileiros, beneficiando aproximadamente 50 milhões de pessoas. Ao ampliar a rede de revendas e corrigir distorções regionais, o governo fortalece a efetividade do programa e assegura que o benefício chegue a quem mais precisa.

Com a medida, a expectativa é consolidar a adesão dos pontos de venda, ampliar a participação de distribuidoras e aumentar a oferta de GLP, especialmente em municípios ainda desatendidos. O impacto estimado da medida é de R$ 300 milhões.

Para mitigar o impacto direto da alta internacional sobre as famílias brasileiras, o Governo do Brasil também instituiu uma subvenção inédita para o gás de cozinha (GLP). A medida prevê o pagamento de R$ 850 por tonelada de GLP importado, com dotação de R$ 330 milhões, buscando equalizar o preço do produto importado ao nacional. Na prática, o subsídio pode representar cerca de 30% do valor do produto na saída das refinarias, contribuindo para reduzir os efeitos da volatilidade externa e preservar o acesso ao gás de cozinha no país.

Conta de luz: Aneel aprova reajustes que atingem mais de 22 milhões de unidades consumidoras

Imagem: ilustração

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica, em processo periódico previsto nos contratos de concessão.

Os índices médios variam entre 5% e 15%, a depender da área de atuação de cada distribuidora, com impacto sobre mais de 22 milhões de unidades consumidoras em todo o país.

De forma geral, os principais fatores que pressionaram os reajustes foram os custos com encargos setoriais, além das despesas com compra e transmissão de energia.

Entre as distribuidoras, a CPFL Santa Cruz, com sede em Jaguariúna (SP), registrou o maior aumento, com efeito médio de 15,12% para o consumidor.

A CPFL Santa Cruz atende cerca de 527 mil unidades consumidoras em 45 municípios nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

Já a Enel Ceará teve reajuste médio de 5,78% e atende mais de 4,11 milhões de unidades consumidoras.

Na Bahia, a Coelba registrou alta média de 5,85%, impactando aproximadamente 6,92 milhões de unidades consumidoras.

Diferimento tarifário

Em alguns casos, os reajustes foram atenuados pelo diferimento tarifário, mecanismo que autoriza o repasse de parte dos custos apenas nos próximos ciclos tarifários.

Com isso, o aumento na conta de luz fica menor no curto prazo, como previsto nos Procedimentos de Regulação Tarifária (Proret).

Foi o caso da Neoenergia Cosern, sediada em Natal (RN), que atende mais de 1,6 milhão de unidades consumidoras em 167 municípios. Com o diferimento, o efeito médio para o consumidor ficou em 5,40%.

O mesmo mecanismo foi aplicado à Energisa Sergipe Distribuidora de Energia, que atende mais de 919 mil unidades consumidoras, resultando em um reajuste médio de 6,86%.

Na CPFL Paulista, que atende mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios paulistas, o efeito médio foi de 12,13%. Já a Energisa Mato Grosso do Sul teve reajuste médio de 12,11%, atendendo cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras.

Por fim, a Energisa Mato Grosso, que atende mais de 1,7 milhão de unidades consumidoras em 141 municípios, registrou efeito médio de 6,86% para o consumidor.

Conta de luz

A conta de luz é um dos principais pontos de atenção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Projeções recentes da Aneel apontam uma alta média de 8% para este ano, ou seja, acima da inflação. O dado consta no boletim InfoTarifa, publicado trimestralmente pela agência.

O Executivo chegou a vislumbrar uma proposta de empréstimo para conter o impacto dos reajustes, mas a medida já nasceu com divergências dentro do próprio governo e acabou submergindo.

g1 apurou que o custo do crédito seria, inevitavelmente, repassado aos consumidores com juros nos próximos anos e que, portanto, poderia trazer dor de cabeça futuramente.

Programa Planta Alagoas tem início em Taquarana e beneficia agricultores com distribuição de sementes

Foto: Victória Araújo

Teve início nesta Quarta-feira (22), no município de Taquarana, mais uma edição do Programa Planta Alagoas, uma importante iniciativa voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e ao incentivo à produção no campo.

Ao todo, estão sendo distribuídas cerca de 40 toneladas de sementes, contemplando diferentes culturas fundamentais para a segurança alimentar e a economia local. Entre os itens disponibilizados, destacam-se aproximadamente 17 mil toneladas de milho, 8 mil toneladas de feijão de corda e 12 mil toneladas de feijão carioca.

O Programa Planta Alagoas desempenha um papel estratégico ao proporcionar condições para que os agricultores iniciem o plantio no período adequado, especialmente com a chegada da quadra chuvosa. A iniciativa contribui diretamente para o aumento da produtividade, geração de renda e fortalecimento da economia rural.

A expectativa é de que, com o apoio do programa, Taquarana registre uma safra produtiva, reforçando o compromisso da gestão pública com o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento do campo.

Mega-Sena: 29 apostas de Alagoas acertam a quadra no concurso 2998; veja cidades

Volante da Mega-Sena — Foto: Ana Marin/g1

Alagoas teve 29 apostas que acertaram a quadra da Mega-Sena no concurso 2998, realizado no sábado (13), em São Paulo, pela Caixa Econômica Federal. O prêmio para quem fez os quatro números é de R$ 1.183,20.

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas e o prêmio principal está estimado em R$ 70 milhões para o próximo sorteio, que acontece na terça-feira (21).

Os números sorteados foram: 15 - 18 - 28 - 31 - 52 - 58.

Confira apostas ganhadoras da Mega-Sena 2998 em Alagoas:

Como apostar na Mega-Sena

A Mega-Sena realiza três sorteios por semana: às terças, quintas e sábados, sempre às 21h.

As apostas podem ser feitas em qualquer casa lotérica do país ou pela internet, por meio da internet banking da Caixa Econômica Federal, além do site ou aplicativo das Loterias Caixa, acessíveis por celular, computador ou tablet. Para participar, é necessário ter mais de 18 anos.

A aposta mínima, com seis números, custa R$ 6. Quanto mais números forem marcados, maior será o valor da aposta e as chances de ganhar.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Atraso na abertura de inventário pode gerar multas de até 20% sobre imposto

Atraso no inventário pode gerar multas e dificultar acesso aos bens da herança - Imagem: Canva

Herdeiros que não iniciam o processo de inventário em até 60 dias após o falecimento podem ser penalizados com multas automáticas sobre o ITCMD, conforme determina a Lei nº 13.105/2015. A cobrança, que varia de estado para estado, pode chegar a 20% do valor do imposto, além de juros, e é aplicada sem necessidade de notificação prévia.

De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), o inventário deve ser aberto no prazo máximo de dois meses a partir da morte. O descumprimento dessa regra acarreta penalidades tributárias que incidem diretamente sobre o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cuja arrecadação é de competência estadual.

As multas variam conforme a legislação de cada estado. Em São Paulo, por exemplo, o atraso pode gerar multa de 10% até 180 dias e de 20% após esse período. No Rio de Janeiro, a penalidade pode chegar a 20% de forma automática. Em Minas Gerais, a cobrança é diária, de 0,25%, limitada a 25% do imposto devido.

Outros estados, como Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará, seguem padrões semelhantes, com multas que vão de 10% a 20% dependendo do tempo de atraso. Já na Bahia, a penalidade fixa é de 15%.

A cobrança é realizada pelas Secretarias da Fazenda estaduais no momento da declaração do ITCMD, geralmente sem aviso prévio ao contribuinte. Além da multa, também incidem juros enquanto o imposto não for quitado.

Especialistas destacam que o inventário pode ser iniciado mesmo sem o pagamento imediato do imposto, sendo recomendada a abertura dentro do prazo legal para evitar encargos adicionais. O procedimento pode ser feito tanto pela via judicial quanto extrajudicial, e o prazo se refere ao início do processo, não à sua conclusão.

Financiamento de veículos cresce 12,8% no trimestre

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo

As vendas financiadas de veículos cresceram 12,8% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo foram concedidos créditos na compra de 1,89 milhão de unidades. A soma inclui automóveis leves, motos e veículos pesados, considerando novos e usados.

Segundo o balanço feito pela Trillia, da B3, o número marca o melhor desempenho para um primeiro trimestre desde 2008, quando foram financiadas 2,037 milhões de unidades.

De acordo com os dados, no acumulado de janeiro a março deste ano, a liderança dos financiamentos de veículos segue com os modelos usados, que contabilizaram 1,21 milhão de unidades, enquanto os veículos novos somaram 675 mil unidades. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve crescimento tanto nos usados, com avanço de 12,2%, quanto nos novos, com alta de 14,1%.

O levantamento mostrou que a maioria das operações são para as vendas de autos leves, que representam 1,31 milhão de unidades financiadas, com alta de 12,4% na comparação entre os trimestres.

As motos somaram 510,6 mil unidades, um avanço de 18,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Os veículos pesados alcançaram 69,3 mil financiamentos, com aumento de 3,9% no mesmo período.

“O avanço foi observado em todas as regiões do país no comparativo entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo intervalo de 2025. O Nordeste liderou o crescimento percentual, com alta de 16,6%, seguido por 15,3% no Centro-Oeste (15,3%), Sul (11,8%), Sudeste (11,7%) e Norte (9,4%) no Norte”, destaca a Trillia.

O Crédito Direto ao Consumidor (CDC), tradicionalmente oferecido por bancos e financeiras somou 1,619 milhão de unidades financiadas de janeiro a março, alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025.

O consórcio alcançou 261,9 mil unidades, com crescimento de 5,5%, enquanto as modalidades de leasing e outros tipos de financiamento registraram volumes de 12,3 mil e 10,3 mil unidades.

Segundo o superintendente de Produtos da Trillia, Daniel Takatohi, o primeiro trimestre mostrou uma expansão consistente do crédito para a compra de veículos, com crescimento espalhado por todas as regiões do país.

“Esse movimento reforça a trajetória observada ao longo do último ano e aponta um cenário mais favorável para o mercado automobilístico”, afirma.

Quando analisado o mês, março de 2026 registrou alta de 27,6% em relação a março de 2025, com o total de 703 mil unidades financiadas no mês. Na comparação com fevereiro de 2026, o crescimento foi de 22,2%. Segundo a Triilia, esse foi o melhor resultado desde agosto de 2011, quando foram financiadas 729.687 unidades.

“O resultado de março foi impulsionado tanto pelos veículos novos quanto pelos usados. Entre os novos, os financiamentos passaram de 206 mil unidades em março de 2025 para 267 mil em março de 2026, avanço de 29,7%. No segmento de usados, o volume subiu de 345 mil para 436 mil unidades no mesmo período, alta de 26,4%. Na comparação com fevereiro de 2026, o crescimento foi de 30,3% para os novos modelos e de 17,7% para os usados”, revela o balanço.

Entre os autos leves, março registrou 480,6 mil financiamentos, alta de 27,7% em relação a março de 2025, com 376,3 mil unidades, e aumento de 21,0% na comparação com fevereiro de 2026. As motos somaram 192,3 mil unidades, crescimento de 27,9% frente ao mesmo mês do ano anterior e de 23,7% em relação a fevereiro, enquanto os veículos pesados atingiram 28,7 mil financiamentos, alta de 24,5% na comparação anual e de 37,4% frente ao mês imediatamente anterior.

Alta nos preços

O acompanhamento mensal da Tabela Auto B3 mostra que, em março, o mercado de veículos registrou um movimento de alta nos preços de transação, após os ajustes observados nos meses anteriores. O comportamento foi distinto entre veículos novos e usados, com maior intensidade de aumento no mercado de 0 km e estabilidade predominante no mercado secundário.

Veículos novos

Em março, os veículos zero km apresentaram alta média de 0,86% nos preços de transação. O avanço foi observado na maioria dos segmentos, com destaque para picapes médias, SUVs, hatchbacks e sedans, além de crossovers e picapes derivadas de automóveis.

As picapes compactas se destacaram como exceção, registrando queda mais acentuada no período. O movimento indica recomposição de preços, em um ambiente de menor intensidade promocional e demanda mais equilibrada em alguns segmentos.

Veículos usados

No mercado de usados, março foi marcado por maior estabilidade nos preços, com leve alta média de aproximadamente 0,18%.

O comportamento foi bastante moderado entre os segmentos, com pequenas variações positivas e negativas.

O principal destaque foi o desempenho das picapes médias, que registraram valorização mais expressiva, enquanto os demais segmentos, como hatchbacks, SUVs, sedans e veículos derivados de automóveis, apresentaram oscilações próximas da estabilidade, entre leves altas e quedas marginais.