Dr. Marcos Morais, natural de Palmeira dos Índios, faleceu aos 83 no Rio de Janeiro.

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Dr. Marcos Morais, natural de Palmeira dos Índios, faleceu aos 83 no Rio de Janeiro.

O renomado Dr. Marcos Morais, um dos melhores Oncologistas do país, faleceu nesta segunda-feira (04), aos 83 anos de idade. Nasceu na cidade de Palmeira dos Índios, em 10 de agosto de 1936. Filho de Osório Accioly de Moraes e de Djanira de Oliveira Moraes.

Estudou na Escola Graciliano Ramos, onde fez o curso primário. No Colégio Pio XII ele concluiu o seu curso ginasial. Seus pais patrocinaram seus estudos no Curso Científico no famoso Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. E, aos 27 anos de idade, o universitário Marcos Moraes concluiu seu Curso de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro (UERJ). Era o ano de 1963. Nessa época, o médico palmeirense Marcos Moraes, formado no Rio de Janeiro, deixa o Brasil e vai realizar residência médica nos Estados Unidos da América, na Faculdade de Medicina “Abraham Lincoln”, integrante da Universidade de Illinois, em Chicago.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina no ano 1997, apresentando Memória intitulada “Padronização Técnica da Gastrectomia Radical” – foi empossado em 30 de setembro de 1997 e a presidiu no biênio 2007 a 2009. Em sua gestão progrediu a construção do Centro da Memória Médica Nacional no terreno lateral ao Prédio sede.

Foi Diretor do Instituto Nacional do Câncer por oito anos consecutivos, participou da elaboração do Programa Nacional de Câncer, na década de 90, contribuindo para a orientação da política de câncer no Brasil. Diante do sucesso de várias iniciativas, entre as quais, uma política de controle do tabagismo, o Instituto foi nomeado pela Organização Mundial da Saúde colaborador para o Programa Tabaco ou Saúde.

Durante sua gestão, ampliaram-se ações já em desenvolvimento para a detecção precoce do câncer e foram incorporados ao Inca, o Hospital de Oncologia (do ex-Inamps), o Hospital Luíza Gomes de Lemos (da Associação das Pioneiras Sociais) e o Pro-Onco (da Campanha Nacional de Combate ao Câncer).

Posteriormente, participou da criação da Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer (FAF) para apoiar financeiramente o Inca e pesquisas contra o câncer. Foi o Presidente do Conselho de Curadores da FAF. Foi Coordenador do Programa Interinstitucional de Pesquisa, Ensino e Extensão na Biologia do Câncer da Universidade Federal do Rio de Janeiro e, em 2007, foi eleito presidente da Academia Nacional de Medicina e reeleito em 2011.

Organizou e chefiou, no Hospital de Ipanema, o Serviço de Tumores de Partes Moles e a Comissão de Oncologia, bem como administrou o programa de residência médica do mesmo.

É “Master of Science in Surgery”, pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, onde apresentou a Tese “Role of the sympathetic nervous system in experimental duodenal ulceration” e “Fellow” do Serviço de Oncologia Cirúrgica da Universidade de Illinois. Foi Professor Titular de Cirurgia e Chefe do Departamento de Cirurgia da Universidade Gama Filho; Presidente e membro fundador da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e da American Trauma Society, em Chicago; Membro da Sociedade Latino-americana de Diretores de Institutos Nacionais do Câncer; Membro do Executive Council da World Federation of Surgical Oncology Society; representante oficial do Brasil na Organização Mundial de Saúde para o National Cancer Control Programmes.

Representante oficial do Brasil junto ao National Cancer Control Program da Organização Mundial de Saúde. Presidente da Sociedade Latino-americana de Diretores de Institutos Nacionais de Câncer e da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (ABIFCC). Coordenador do Programa Interinstitucional de Pesquisa, Ensino e Extensão na Biologia do Câncer da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mereceu o Prêmio de excelência em pesquisa concedido pela Kroc Foundation da Califórnia.


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