Domènec vê ‘melhor jogo’ contra o Botafogo, explica por que mudou time e pede tempo

Domènec vê ‘melhor jogo’ contra o Botafogo, explica por que mudou time e pede tempo

Domènec Torrent aprovou a atuação do Flamengo no empate em 1 a 1 contra o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado, o técnico acredita que seu time fez o “melhor jogo” sob seu comando, apesar do pouco tempo para treinar.

O espanhol apostou em algumas mudanças para o clássico, com Pedro Rocha como titular no ataque, Éverton Ribeiro mais recuado e Arrascaeta de fora. Gerson também não começou, substituído por Diego, enquanto Matheuzinho foi o lateral-direito.

“Nós precisamos jogar com todos jogadores porque temos muitos jogos. Depois do Santos, cada dois, três dias, temos um jogo”, iniciou. “Queria jogar no 4-3-3, com jogadores entre linhas, criativos, como Diego e Éverton, e dois mais abertos, jogadores para atacar espaços.”

“Acho que jogamos melhor que outros dias, mas o resultado foi o mesmo. Acho que foi nosso melhor jogo aqui. Vamos mudar pouco a pouco e precisava de jogadores com outras qualidades e precisávamos dar descanso a outros”, complementou.

O Flamengo de Dome saiu atrás no placar, com um gol de Pedro Raúl já nos acréscimos. No último lance do jogo, um pênalti marcado com o auxílio do VAR e convertido por Gabigol, assim como foi contra o Grêmio na quarta, decretou o empate.

“Técnicos precisam de tempo, e aqui no Brasil muito mais. Muitos jogos, treinamos pouco. Recuperação, treino tático, jogo. Agora temos semana longa, podemos treinar conceitos. Vamos treinar dois períodos, para trabalhar conceitos. Se você quer jogar de memória, precisa tempo, se não é impossível. Sem tempo, difícil jogar com estilo claro, mudar coisas.”

Sob o comando de Domènec, o Flamengo só conseguiu uma vitória, sobre o Coritiba. No Brasileiro, são dois empates e duas derrotas, cinco pontos que deixam o atual campeão na 12ª colocação, ainda antes do encerramento da quinta rodada.

Em sua entrevista, o espanhol falou também sobre a recepção que teve de outros técnicos brasileiros, e os elogiou, por reconhecerem a importância do tempo de trabalho.

“Queria falar primeiro de tudo dos técnicos brasileiros que falaram de mim, muito agradecido. Falaram bem do meu trabalho, que precisava tempo. Falamos sobre isso. Eles sabem. Estou muito feliz com esses técnicos, que compreendem o quanto é difícil para todos, não só para mim implementar um estilo. Agradeço Renato Gaúcho. Muito respeitosos comigo, assim como (Paulo) Autuori, e compreendem a dificuldade.”

“Claro que precisamos de tempo. Não temos tempo para treinar, só recuperação e jogar novamente. Temos que tentar jogar com os melhores a cada momento. Às vezes, os melhores não são os nomes, mas sim os que estão com a melhor forma”, encerrou.


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