Dois envolvidos no atentado contra pré-candidata morrem em confronto com a polícia

Dois envolvidos no atentado contra pré-candidata são presos em Alagoas

Dois homens envolvidos no atentado contra a pré-candidata a deputada federal Lérida Lobo e seu marido José Adilson, em Paulo Jacinto, morreram em confronto com a polícia nesta sexta-feira (05).

A pré-candidata, que dirige uma ONG de proteção animal, e seu esposo foram baleados durante o atendado, José Adilson não resistiu aos ferimentos.

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) descobriu que o carro usado pelos criminosos pertencia a uma locadora. O proprietário do estabelecimento forneceu informações sobre a pessoa que havia alugado o carro e as guarnições fizeram o deslocamento para o endereço indicado.

Chegando na residência informada, o homem que alugou o carro afirmou que emprestou o veículo para um conhecido que teria pedido o carro para resolver problemas pessoais. Ele foi detido e repassou a localização da residência onde estaria os três irmãos acusados de cometer o crime.

Chegando ao local, os policiais avistaram o veículo usado no crime e os homens na residência. Ao notar a presença dos policiais, dois acusados pularam o muro da residência e empreenderam fuga.

O terceiro acusado se escondeu dentro da casa e efetuou disparos de arma de fogo contra guarnição. Na troca de tiros, o criminoso acabou baleado e foi socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios.

O BOPE foi informado que um dos acusados que tinha pulado, foi avistado na AL-115, em Palmeira dos Índios. O criminoso, que estava com uma arma de fogo na mão, efetuou disparos contra os policiais e também foi baleado, sendo socorrido para a UPA da cidade. Algum tempo depois ambos foram declarados mortos pela equipe médica do hospital.

Na ação, foram apreendidos um revólver, uma pistola, uma touca ninja, R$ 205 (duzentos e cinco reais), mais de 60 munições e celulares. O terceiro envolvido no crime segue foragido.

De acordo com o delegado Thales Araújo, designado para investigar o caso, o atentado não teve motivação política. Segundo o delegado, os dois que morreram durante troca de tiros com os policiais e a pessoa que conseguiu fugir são irmãos. Eles teriam premeditado o atentado, monitorando a rotina do casal, motivados por vingança.

“Trata-se de crime de ódio, de vingança, uma vez que eles suspeitavam que o casal tinha participação no homicídio do pai deles, o que não foi comprovado”, declarou o delegado.


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