
Diretor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, Diogo Tenório - Foto: Victor Fernando
O diretor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, Diogo Tenório, participou de uma entrevista na Rádio Sampaio 94.5 FM na manhã desta quarta-feira (16) para esclarecer dúvidas da população e atualizar sobre os serviços prestados pela unidade. Com quatro meses à frente da gestão, Diogo destacou os avanços obtidos, reconheceu os desafios e reforçou o compromisso com o acolhimento e qualidade no atendimento.
Um dos principais pontos abordados na entrevista foi a dificuldade para transferir pacientes para hospitais especializados por meio do sistema estadual de regulação. Segundo o diretor, a UPA vem recebendo pacientes que acabam permanecendo na unidade por dias, mesmo após a estabilização, por falta de vagas em hospitais de referência.
"A UPA não é um hospital. A gente cadastra o paciente no sistema e aguarda que a regulação do Estado encontre a vaga adequada. Infelizmente, nem sempre isso acontece de forma rápida, especialmente neste período do ano, em que há aumento significativo de casos devido ao inverno", explicou.
Um dos casos mais recentes e delicados citados foi o do senhor Tomé, de 95 anos, que sofreu um AVC hemorrágico e permaneceu cinco dias na UPA sem conseguir transferência. Ele veio a óbito, apesar dos esforços da equipe.
Apesar dos desafios, o diretor apresentou melhorias implementadas na unidade, como a substituição de todos os aparelhos de ar-condicionado e a chegada de novos colchões, poltronas e cadeiras. Diogo destacou o apoio da Prefeitura, da prefeita Júlia e da Secretaria de Saúde para garantir conforto e dignidade aos pacientes e acompanhantes.
“Nossa estrutura melhorou bastante. Estamos também adquirindo novas macas e cuidando da manutenção constante, inclusive dos banheiros”, pontuou.
A unidade atualmente conta com três médicos por plantão — um na área vermelha (urgência intensiva) e dois divididos entre consultórios e a área amarela (casos moderados). São atendidas diariamente dezenas de pessoas, com picos como os 160 atendimentos registrados em uma única manhã de segunda-feira, segundo o diretor.
A UPA mantém parceria com o hospital HCor, de São Paulo, para avaliação remota de eletrocardiogramas. Além disso, é a única unidade da região a disponibilizar o trombolítico Alteplase, medicamento essencial no tratamento de infarto agudo do miocárdio.
“Esse remédio tem salvado vidas. Se alguém apresentar sintomas de infarto, a orientação é procurar diretamente a UPA”, alertou Diogo.
A unidade atende não só Palmeira dos Índios, mas também pacientes de cidades vizinhas como Estrela de Alagoas, Cacimbinhas, Quebrangulo, Igaci, Tanque D'Arca, Minador do Negrão, entre outras — o que aumenta consideravelmente a demanda.
Diogo acredita que o novo Hospital Regional Médio Sertão, previsto para inauguração no próximo mês, ajudará a desafogar a UPA. “Tenho esperança de que, com o hospital funcionando, poderemos transferir pacientes com mais agilidade e retomar o papel da UPA como unidade de estabilização, com rotatividade em até 24 horas.”
Por fim, o diretor reiterou que sua gestão está de portas abertas para ouvir a população: “Qualquer cidadão pode me procurar. Estamos sempre em busca de melhorar, e a equipe da UPA trabalha com dedicação além do dever”, concluiu.

Diretor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, Diogo Tenório - Foto: Victor Fernando
