Dino atende pedido do governo e libera parte das emendas para cumprir o piso da saúde

Por: Rádio Sampaio com O Globo
 / Publicado em 31/12/2024

Ministro Flávio Dino - Foto: Gustavo Moreno /STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira liberar parte das emendas parlamentares bloqueadas por ele, mas a maior parte dos recursos segue travada. O total liberado, segundo o magistrado, é "apenas e tão somente o valor necessário" para o Executivo cumprir o piso de gastos com saúde.

Em manifestações ao longo desta semana, o governo federal havia falado da necessidade de liberar cerca de R$ 370 milhões.

"Entendo que a relevância do direito fundamental à saúde — e do cumprimento do piso constitucional de gastos — justifica, no presente caso, a adoção de medidas de adaptação do processo legislativo orçamentário, de modo a permitir a contabilização de valores oriundos de 'emendas de comissão'", escreveu o magistrado.

Dino fez uma ressalva: as indicações das emendas utilizadas terão que ser confirmadas nas comissões dedicadas à saúde da Câmara e do Senado até o dia 31 de março de 2025. Caso isso não ocorra, elas serão anuladas.

Além disso, o empenho terá que seguir, "se possível", a "proporção usual para tal partilha entre Câmara e Senado". O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que também preside o Congresso, terá que enviar um ofício com essa orientação de divisão, em entendimento com o Ministério da Saúde.

Em resposta, a Advocacia do Senado afirmou que cabe ao governo federal, por meio do Ministério da Saúde, estabelecer "as prioridades de empenho e execução".

Medida 'imprescindível'

Na decisão, Dino atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que reforçara nesta terça a solicitação para o ministro autorizar o empenho de emendas de comissão destinadas à área da saúde. O órgão alegou que a medida é "imprescindível" para que o governo federal conseguir cumprir o piso mínimo de despesas na área. O piso total equivale a 15% das receitas correntes do Executivo.

"Estamos no último dia da execução orçamentária de 2024 e se apresenta uma grave colisão entre direitos e obrigações constitucionais. De um lado, a imperativa adequação das emendas parlamentares ao devido processo orçamentário, de matriz constitucional; de outro, o alcance do piso constitucional de despesas com a Saúde, sendo que o Poder Executivo alega que somente com um determinado montante de 'emendas de comissão' isso se torna possível", disse o ministro.

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