


O Cazaquistão apareceu na capa de diversas revistas científicas do mundo, depois que uma equipe de arqueólogos desenterrou dez tumbas repletas com joias de ouro. Essa descoberta se tornou uma das mais importantes para o país da Ásia Central, e os especialistas apontaram que se trata de um acontecimento histórico sem precedentes para o patrimônio cultural cazaque.
O vasto território do estado asiático abriga uma das estepes mais famosas do mundo, a de Atyrau, onde se localizam diversos sítios arqueológicos, incluindo o complexo Karabau-2, que foi abandonado há séculos. A verdade é que, por centenas de anos, as pessoas ignoraram que ali existia um tesouro oculto avaliado em milhares de dólares.
O trabalho arqueológico permitiu, ao longo de 2024, a descoberta de diferentes artefatos que passaram a fazer parte do arquivo histórico da humanidade, pertencentes a diversas culturas e povos que se extinguiram ou que se mesclaram com outros. No início de 2025, foram realizadas as primeiras expedições em diferentes partes do mundo, e algumas delas já deram frutos, como a de Cazaquistão.
Entre as joias resgatadas, destaca-se um bracelete de 370 gramas de ouro maciço, adornado com a figura de leopardos-das-neves esculpidos em cada uma de suas extremidades. Esse acessório não chama a atenção apenas pelo seu peso e design, mas também por sugerir um status de elite dentro da sociedade em que foi criado. Os especialistas responsáveis por essa descoberta associaram os objetos aos sármatas.
A informação foi divulgada pelo próprio governo cazaque, que celebrou essa descoberta em seu território. O design e a qualidade dos objetos sugerem que pertenciam a um grupo importante dentro da elite, mas não à classe governante. Os 10 sepultamentos não foram simples, mas realizados com ritos funerários específicos.
Quem foram os sármatas?
Os sármatas foram um povo nômade que dominou a estepe euroasiática do século V a.C. até o século IV d.C., controlando as regiões que hoje pertencem à Rússia, Ucrânia e Cazaquistão. Sua cultura influenciou romanos e persas, apesar de ter permanecido nas sombras ao longo de sua existência e, mais tarde, caído no esquecimento.