
Deputada Gorete Pereira (MDB-CE) suplente em exercício na Câmara dos Deputados em discurso em 2019 — Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de desvios não autorizados em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação. Ela passou a ser monitorada com tornozeleira eletrônica. Também durante a operação, a PF prendeu o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada e ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará Cecília Rodrigues Mota, que são investigados por envolvimento no esquema.
Policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal.
Os mandados judiciais foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em procedimentos sob relatoria do ministro André Mendonça.
O objetivo, de acordo com a PF, é aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto, para esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
A informação consta no requerimento de depoimento apresentado pela CPMI para convocação do empresário, em agosto do ano passado.
A deputada Gorete Pereira teria ligação com o esquema da associação Aapen, presidida por Cecília, para os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo as investigações, a parlamentar teria participado ativamente das fraudes e recebeu amplamente recursos originados nos desvios. Ela também teria aberto empresas em nomes de laranjas para facilitar o esquema.
