Desfile das Campeãs 2026: veja a ordem e o que esperar da noite das vencedoras do carnaval na Sapucaí

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 21/02/2026

Desfile da Viradouro em 2026 | Foto: Eduardo Hollanda/Rio Carnaval

A Marquês de Sapucaí recebe neste sábado (21) de volta as seis mais bem colocadas escolas do Grupo Especial para o tradicional Desfile das Campeãs – agora sem a pressão da avaliação dos jurados.

A ordem é inversa à classificação. Quem abre a festa é a Estação Primeira de Mangueira, sexta colocada. A grande campeã, a Unidos do Viradouro, fecha a madrugada. Os ingressos estão esgotados.

Ordem dos desfiles:

  • Mangueira (6º lugar)
  • Imperatriz (5º lugar)
  • Salgueiro (4º lugar)
  • Vila Isabel (3º lugar)
  • Beija-Flor (vice-campeã)
  • Viradouro (campeã)

Viradouro - Mestre Ciça

A noite promete atingir o ápice com a Viradouro. A Vermelha e Branca de Niterói conquistou seu quarto título com o enredo “Pra cima, Ciça!”, uma homenagem em vida a Mestre Ciça.

O desfile campeão foi construído como um roteiro de cinema. Já na comissão de frente, o público foi surpreendido quando o próprio Ciça surgiu no meio dos bailarinos, tirou o figurino e se revelou sob os holofotes.

Ao lado de sua versão mirim, reviveu a própria trajetória antes de ser içado em um grande apito cenográfico que se transformava nos arcos da Apoteose.

Teve ainda encenação de mal-estar, saída estratégica da avenida e retorno triunfal à bateria. Tudo milimetricamente calculado — e emocionalmente devastador. A escola gabaritou os nove quesitos e fechou com 270 pontos válidos.

O desfile também marcou o retorno de Juliana Paes como rainha de bateria após 18 anos, além de recriar a icônica imagem de 2007, com ritmistas desfilando sobre alegoria

Beija-Flor - Bembé

Vice-campeã, a Beija-Flor apresentou o enredo “Bembé”, contando a história do Bembé do Mercado, cerimônia realizada há mais de 130 anos em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.

A comissão de frente trouxe uma procissão de pescadores carregando um barco que se erguia na vertical, revelando a Mãe da Água. No abre-alas, rituais de purificação foram representados com beija-flores gigantes, máscaras ancestrais e referências a Oxum e Iemanjá.

Com carros imponentes, a escola transformou a Sapucaí em um grande ritual de celebração das tradições afro-brasileiras.

Vila Isabel - Heitor dos Prazeres

A Vila Isabel buscou o quarto título com um enredo em tributo ao multiartista Heitor dos Prazeres e sua relação com a cultura afro-brasileira.

A comissão de frente resumiu a vida do homenageado, misturando ateliê, religiosidade e samba. As cores vibrantes das obras de Heitor apareceram nas fantasias, inclusive nos jalecos pintados à mão da bateria.

À frente dos ritmistas, Sabrina Sato usou uma fantasia de 40 kg. O desfile também contou com a presença de familiares do artista e de lideranças tradicionais do samba.

Salgueiro - Rosa Magalhães

O Salgueiro apresentou um enredo sobre Rosa Magalhães, maior vencedora da história da Sapucaí.

A comissão de frente apostou em uma apresentação tradicional, com referências aos livros e à imaginação da carnavalesca. O abre-alas trouxe um grande navio, simbolizando as viagens criativas de Rosa pelas escolas em que atuou.

A bateria desfilou fantasiada de piratas e teve como destaque um violino que ecoou sozinho em algumas paradinhas. À frente dos ritmistas desde 2008, Viviane Araújo fez mais um desfile como a rainha mais longeva do Grupo Especial.

Imperatriz - Ney Matogrosso

A Imperatriz levou para a avenida o enredo “Camaleônico”, homenagem ao cantor Ney Matogrosso.

Um lobisomem gigante de 20 metros, inspirado na música “O Vira”, chamou a atenção do público. A comissão de frente usou truques de ilusionismo para representar diferentes fases da carreira do artista.

À frente da bateria, Iza encarnou uma serpente com adereço que soltava fumaça.

Mangueira - Mestre Sacaca

A Mangueira apresentou o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, homenageando o líder afro-indígena conhecido como “Doutor da Floresta”.

Com onças que brilhavam no escuro e referências aos rios Oiapoque e Jari, a escola celebrou saberes tradicionais amazônicos. A rainha de bateria Evelyn Bastos trouxe elementos ligados ao marabaixo, ritmo tradicional do Amapá.

Ao fim do desfile, um carro alegórico bateu na base do monumento da Praça da Apoteose e precisou ser desmontado para liberar a dispersão. Apesar do incidente, a escola concluiu a apresentação dentro do tempo regulamentar.

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