
Deserto do Saara, na África — Foto: Phelipe Caldas/G1
O deserto do Saara, um dos lugares mais secos do mundo, está mais verde. Imagens de satélite da Nasa mostram que depois de chuvas intensas no mês de setembro, a vegetação no deserto aumentou.
A chuva inesperada afetou não só o Saara, mas boa parte do Norte da África. Isso fez com que regiões que estão na lista entre as mais secas da Terra tivessem volumes de chyva até cinco vezes acima da média. Os temporais também causaram desastres, com quase 4 milhões de pessoas afetadas, entre mortos e desalojados, em 14 países.
Os meteorologistas explicam que essa chuva anormal é consequência, principalmente, do deslocamento da posição da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é caracterizada pelo encontro de ventos na região da linha do Equador. O que os especialistas explicam é que esse movimento de ventos desde julho se deslocou mais para o norte do que normalmente deveria, enviando tempestades para o sul do Saara.
Ainda não se sabe ao certo o que fez com que a ZCIT se movimentasse assim, mas há algumas suspeitas em torno de dois fatores:
Com a chuva, algumas áreas do deserto estão duas vezes mais úmidas do que deveriam ser. O que fez com que a densidade da vegetação aumentasse em uma das regiões mais secas do mundo
O exemplo mais recente disso ocorreu na forma de um ciclone extratropical que atingiu o noroeste do Saara entre os dias 7 e 8 de setembro e inundou grandes áreas. Imagens do satélite da Nasa também capturaram quantidades superiores de água na região desértica.
De acordo com a agência, a análise mostra números muito maiores, no período, dos 200 milímetros de chuva que são esperados para o deserto do Saara no ano inteiro. A imagem mostra a formação de vários lagos com o acúmulo de água.

Imagens mostram vegetação crescendo no Saara após temporais incomuns
