
Rumble e o ministro Alexandre de Moraes — Foto: Reprodução/Rumble e Divulgação/STF
Depois da nota rejeitando, de forma firme e dura, as críticas do Departamento de Estado dos EUA a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera que a polêmica com a equipe de Donald Trump não prospere e fique na troca de notas entre o Itamaraty e o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA.
De acordo com a coluna do jornalista Valdo Cruz, do g1, a avaliação da equipe de Lula é que o Brasil não podia ficar sem dar uma resposta ao governo americano, porque se trata de um caso de soberania nacional e defesa das instituições democráticas.
Por outro lado, ninguém quer uma escalada da crise diplomática porque o Brasil teria só a perder, principalmente no campo comercial. Por sinal, subiu o nível de preocupação do Brasil em relação às ameaças de Donald Trump de taxar importações de produtos brasileiros - diante de sinais de que ele realmente pode colocar em prática as suas promessas de retaliação.
Depois de fazer um acordo com México e Canadá para adiar por um mês o aumento da alíquota de importação destes dois países para 25%, Trump afirmou que as novas tarifas começam a valer a partir de 4 de março. E o mesmo vale para a taxa adicional de 10% de produtos importados da China.
O Brasil acredita no trabalho de convencimento, principalmente porque a siderurgia americana, alvo da proteção de Donald Trump, depende de produtos semiacabados de aço da indústria brasileira.
Ou seja, neste setor, aumentar a tarifa de importação do aço brasileiro vai prejudicar exatamente quem o presidente dos Estados Unidos quer proteger.
