Delegado da PF receberia R$ 27 milhões em esquema em mineração

Por: Rádio Sampaio com Metrópoles
 / Publicado em 18/09/2025

Rodrigo Teixeira- Divulgação/governo federal

 

A investigação da Polícia Federal (PF) que resultou em três operações na quarta-feira (17) contra crimes ambientais e corrupção mostra que um dos investigados, o ex-diretor da própria PF, Rodrigo Teixeira, receberia cerca de R$ 27 milhões por um esquema no setor de mineração.

De acordo com a coluna Fábio Serapião ( Metrópoles) Teixeira foi preso na quarta-feira (17), assim como outros investigados, a exemplo do diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada a crimes ambientais.

No total, foram cumpridos 22 mandados de prisão e outros 79 mandados de busca e apreensão. Um dos principais alvos foi o empresário alagoano Alan Cavalcante Nascimento, dono de uma mineração que atuava na Serra do Curral, em Minas Gerais.

De acordo com as apurações, Rodrigo Teixeira, assim como outro investigado, Gilberto Horta, eram sócios ocultos da empresa GMAIS Ambiental. Oficialmente, a empresa estava no nome de Daniella Wandeck, esposa de Rodrigo, e Luiz Fernando Leite.

Em outubro de 2021, a GMAIS passou a integrar a estrutura societária da Brava Mineração, com 13,3% das cotas, junto com outros dois suspeitos.

A PF afirma que tanto a GMAIS quanto a Brava ficaram algum tempo localizadas no mesmo endereço de uma empresa estética vinculada à esposa de Rodrigo. Nenhuma delas, no entanto, existia de fato no local.

Operações contra crime ambiental

As investigações que culminaram nas ações da PF investigam uma organização criminosa que teria faturado cerca de R$ 1,5 bilhão por meio de crimes ambientais e corrupção de servidores públicos.

Segundo as apurações, o grupo teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração para obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas.

Essas autorizações eram utilizadas para explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação. Segundo a PF, a s atividades teriam graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos.

“A organização criminosa teria atuado para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Além disso, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas”, afirma a PF.

Os investigados poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da união, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraçamento à investigação de organização criminosa.

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