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Érika de Souza Vieira Nunes, a mulher que levou um idoso morto em uma cadeira de rodas para uma agência bancária, visando fazer um empréstimo de R$ 17 mil, alegou que ele estava vivo quando entrou no local. Segundo a advogada de Érika, Ana Carla de Souza Correa, os fatos não aconteceram como foram narrados anteriormente e existem testemunhas de que Paulo Roberto Braga estava vivo quando chegou ao banco.
“Existem testemunhas que no momento oportuno também serão ouvidas. Toda essa parte processual será devidamente apreciada pelo juízo competente”, afirmou Correa, que disse que sua cliente está totalmente abalada e precisou ser dopada. “É uma senhora idônea, que tem uma filha especial que precisa dela. Ela inclusive é uma pessoa que sempre cuidou com todo carinho do senhor Paulo”.
A advogada também comentou que o idoso havia sido internado há alguns dias e tinha um quadro de saúde frágil. Apesar disso, ela não informou quais problemas o homem tinha.
Érika ficou detida no 34º Distrito Policial e deve passar por audiência de custódia entre hoje (17) e amanhã (18).
O delegado Fábio Luiz da Silva Souza, responsável pelo caso, afirmou que o sr. Paulo Roberto já estava morto quando chegou à agência bancária.
“As pessoas do banco acharam que ele estivesse doente, passando mal. O médico do Samu, ao chegar ao local e constatou que ele estava em óbito, e aparentemente há algumas horas. Ou seja, já entrou morto no banco”, explicou.
O corpo do idoso ainda passará pela autópsia, que deve determinar a causa de sua morte e as demais circunstâncias da morte. Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro já estão investigando o ocorrido.
