


Natural de Igaci, no Agreste de Alagoas, a psicóloga Nathany Cavalcante construiu uma trajetória que a levou do futebol do interior alagoano ao São Paulo Futebol Clube. Ex-integrante das comissões técnicas do CSE e do CSA, ela hoje atua no futebol feminino profissional do Tricolor Paulista, desenvolvendo um trabalho voltado à saúde mental e à performance das atletas.
Especializada em Psicologia do Esporte, Nathany integra a equipe multidisciplinar do São Paulo, acompanhando diariamente as jogadoras em treinos, concentrações, viagens e competições. Segundo ela, o trabalho do psicólogo esportivo vai além do atendimento clínico, buscando identificar sinais de desgaste emocional e contribuir para o desenvolvimento individual e coletivo das atletas.
Ao falar nas redes sociais sobre sua trajetória, Nathany destacou as origens e os desafios enfrentados até chegar a um dos maiores clubes do país. "Sou nordestina, alagoana, da cidade de Igaci. Carrego comigo as raízes, a força e a coragem de quem aprendeu desde cedo a transformar sonhos em propósito", afirmou.
Ela relembrou que a oportunidade no futebol surgiu no CSE, de Palmeira dos Índios, clube que considera o ponto de partida da carreira na psicologia esportiva. Depois, no CSA, viveu um período de crescimento profissional, participando da formação de atletas e consolidando sua identidade na área.
"Hoje, tenho a honra de fazer parte do futebol feminino do São Paulo Futebol Clube, levando comigo toda a minha essência, história e propósito enquanto psicóloga do esporte. Cada passo dessa caminhada carrega renúncias, desafios e muita dedicação. O mais especial é olhar para trás e perceber que aquela moça do interior de Alagoas continua aqui sonhando, trabalhando e acreditando que o futebol também pode ser um espaço de transformação, acolhimento e desenvolvimento humano", destacou.
Nathany também explicou que o acompanhamento psicológico no esporte de alto rendimento tem foco na prevenção, observando mudanças de comportamento que possam indicar sofrimento emocional antes que evoluam para problemas mais graves. Para ela, a psicologia esportiva deixou de atuar apenas em momentos de crise e passou a integrar o planejamento de performance dos clubes, contribuindo diretamente para o desempenho e o bem-estar dos atletas.
