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A atual direção executiva do CSE já anunciou técnico, jogadores, executivo e gerente de futebol, além da nova fornecedora de uniformes para a temporada 2025. Entretanto, conforme Edital de Convocação, está mantida a Assembleia Geral Extraordinária para escolha de uma diretoria do CSE - referente o biênio 2025/2026.
Conforme o edital, a assembleia será realizada na Câmara de Vereadores de Palmeira dos Índios, na sexta-feira, dia 08. A primeira convocação será às 8h - com a presença da maioria dos convocados. E, em segunda convocação, às 8h30, com qualquer número de associados.
O Edital foi assinado pelo então presidente do Conselho Deliberativo, Onofre Raimundo Medeiros Neto, que renunciou ao cargo na última sexta-feira (1), após tentar uma conciliação entre os grupos.
Apesar da renúncia, a eleição está mantida e terá somente a chapa encabeçada por Carlos Guruba. A chapa conta com o apoio do ex-presidente do clube, Antônio Ubelino.
Informação apurada pelo portal Rádio Sampaio é que, na manhã desta terça-feira (5), integrantes da chapa estiveram reunidos com o prefeito Júlio Cézar.
Ainda na tarde desta terça-feira, o Portal manteve contato com Antônio Umbelino, que confirmou a realização da eleição.
Perguntado pelo Portal Rádio Sampaio sobre o assunto, o atual presidente José Barbosa foi taxativo: "Não vou participar".
Nota
Vale lembrar que, no último dia 30 de outubro, a atual direção tricolor divulgou uma Nota Oficial onde ressalta que estatuto do clube, de fato, prevê a realização de eleições. “Em primeiro lugar, o estatuto prevê que as eleições devem ser realizadas no mês de junho. ”
Ainda de acordo com a Nota, o estatuto prevê que a eleição seja realizada através de votação do Conselho Deliberativo. “Ocorre que tais conselheiros sequer existem (muitos deles inclusive são falecidos). Consequentemente, há uma inviabilidade fática para realizar o pleito no presente momento”- afirma o texto.
A Nota ainda relata o entendimento que não houve apresentação de chapa de oposição em tempo hábil, defende que a diretoria seguiu os trâmites legais e afirma: "esta não foi uma atitude unilateral da Diretoria. Foi uma alternativa encontrada pela Federação, pela Confederação e pelo próprio CSE, para suprir o vácuo normativo existente e, por sua vez, regularizar o clube perante os órgãos competentes”.
Cita que a protocolização das Atas na Federação Alagoana de Futebol (FAF) e na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), está amparada pelo ordenamento jurídico. “Em caso de eventuais irregularidades nos órgãos competentes, o CSE sequer poderia participar de competições oficiais”.
A questão é polêmica e - conforme comentários que circulam nos bastidores- não estão descartados desdobramentos jurídicos após a sexta-feira (8).
