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Maurício Sherman posa para foto com Samantha Schmütz, Miriam Martin e Katiúscia Canoro em dezembro de 2009 — Foto: Rafael França/TV Globo
O corpo do ator, produtor, diretor Maurício Sherman será velado e cremado na sexta-feira (18). Sherman – um dos pioneiros da televisão brasileira – morreu nesta quinta-feira (17), aos 88 anos.
O velório está marcado para ocorrer às 13h no Crematório da Penitência, no Caju, na Zona Norte do Rio. A cremação ocorre em seguida, às 15h.
De acordo com informações da família, Sherman morreu em casa, na Zona Sul do Rio, após ter complicações de saúde causadas por uma doença renal crônica.
Sherman contribuiu para diversas emissoras de TV do país, como a Tupi, a Excelsior, a Bandeirantes e a Manchete – onde lançou as apresentadoras infantis Xuxa e Angélica.
Em várias passagens pela Globo, ajudou a criar o "Fantástico" e dirigiu humorísticos, como "Faça Humor, Não Faça Guerra", "Os Trapalhões" e os programas de Chico Anysio. Também foi diretor-executivo da Central Globo de Produção.
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Maurício Sherman e Haroldo Barbosa durante reunião na TV Globo em 1965 — Foto: CEDOC/TV Globo
Também ex-diretor da TV Globo, o empresário José Bonifácio Sobrinho, o Boni, afirmou que a história de Sherman "é a própria história da televisão" brasileira. Sherman – que atuou na área de Entretenimento da Globo – participou de vários programas da emissora e este, inclusive, na inauguração da TV Tupi, no Rio.
"Foi o descobridor da Xuxa e da Angélica. Participou do Fantástico, dirigiu o Faustão e depois criou o 'Zorra total'. É uma tristeza a perda do nosso Maurício. Uma pessoa carinhosa, amiga e, acima de tudo, um amante da nossa televisão", contou Boni.
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Maurício Sherman com Jô Soares no Programa do Jô, da TV Globo — Foto: CEDOC/TV Globo
Sherman nasceu no dia 21 de janeiro de 1931, em Niterói, Região Metropolitana do RJ, filho de um casal de judeus poloneses. Formou-se em direito na Universidade Federal Fluminense no fim dos anos 1940.
Aos 13 anos, porém, já participava de peças amadoras apresentadas em um clube da colônia judaica em Niterói. Em uma dessas ocasiões, foi convidado pelo radialista Hélio Tys para trabalhar como ator na Rádio Mauá, onde estreou em uma representação de "O Corcunda de Notre Dame".
A partir daí, participou do Grupo Jerusa Camões, no Teatro da Juventude Universitária, atuando em diversos espetáculos ao lado de atores como Gisela Camões, Wanda Lacerda, Nathália Timberg, Fernando Pamplona e Alberto Perez.
Em 1949, foi convidado a trabalhar na Rádio Guanabara, onde conheceu Chico Anysio, Fernanda Montenegro, Jayme Barcellos, Fernando Torres e Elizeth Cardoso.
Em 1951, iniciou sua trajetória na televisão, quando participou de uma representação da Paixão de Cristo na TV Tupi.
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Mauricio Sherman durante comemoração do Zorra Total número 400 em junho de 2007 — Foto: Fabrício Mota/TV Globo
Maurício Sherman se transferiu para a TV Paulista, canal 5 de São Paulo, em 1952. Na emissora, representou clássicos do teatro e da literatura, como "Rei Lear" e "Hamlet", de William Shakespeare, e "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa.
Em 1954, passou a trabalhar na TV Tupi do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dez anos. Durante este período, atuou no "Sítio do Picapau Amarelo" e dirigiu um teleteatro com Heloísa Helena.
Depois de uma breve experiência na TV Excelsior, Maurício Sherman foi convidado por Mauro Salles para trabalhar na Globo, em agosto de 1965.
A estreia foi na direção do "Espetáculo Tonelux", programa apresentado por Marília Pêra, Gracindo Jr., Riva Blanche e Paulo Araújo. O musical era gravado ao vivo no auditório da Globo, com a presença de cantores da Jovem Guarda e uma orquestra sinfônica regida por Isaac Karabtchevsky.
Em 1966, dirigiu os programas humorísticos "Riso Sinal Aberto" e "Bairro Feliz". Nesse período, contribuiu para a entrada na Globo dos redatores de humor Max Nunes e Haroldo Barbosa.
Maurício Sherman deixou a Globo em 1968, quando o programa que então dirigia, "Noite de Gala", passou a ser exibido na TV Excelsior. Neste mesmo ano, foi convidado a comandar uma equipe de criação na TV Tupi, composta por Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes.
Permaneceu na Tupi até 1972, quando retornou à Globo para dirigir o humorístico "Faça Humor, Não Faça Guerra", com Jô Soares, Renato Corte Real, Luis Carlos Miéle, Paulo Silvino e Sandra Bréa.
