


Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão realizaram exercícios conjuntos de defesa antimísseis navais ao redor da península coreana nesta terça-feira (29), enquanto a Coreia do Norte denunciava os “chefes de gangues” de Washington e seus aliados por aumentarem o risco de uma guerra nuclear.
Os três países realizaram os exercícios em águas internacionais ao redor da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, para melhorar sua capacidade de detectar e rastrear alvos e partilhar informações em caso de provocação por parte de Pyongyang, disseram os militares sul-coreanos.
As atividades ocorrem no momento em que o líder norte-coreano, Kim Jong Un, tem pedido a modernização “radical” das armas e equipamentos das forças navais do seu país, criticando a presença crescente de ativos estratégicos dos EUA na região.
Em um discurso para marcar o Dia da Marinha, Kim disse que os “chefes de gangues” dos EUA, Japão e Coreia do Sul anunciaram exercícios militares conjuntos regulares, informou a agência de notícias norte-coreana KCNA, aparentemente referindo-se à cúpula de 18 de agosto entre os aliados em Camp David, no estado norte-americano de Maryland.
“Devido aos movimentos de confronto imprudentes dos EUA e de outras forças hostis, as águas ao redor da Península Coreana foram reduzidas ao maior ponto de concentração de equipamento de guerra do mundo, as águas mais instáveis com o perigo de uma guerra nuclear”, disse Kim, citado pela KCNA.
Na primeira reunião conjunta entre os líderes dos EUA, da Coreia do Sul e do Japão, os três concordaram em aprofundar a cooperação militar e econômica à medida que procuram projetar unidade face ao poder crescente da China e às ameaças nucleares da Coreia do Norte.
O Japão disse que o compartilhamento de informações sobre mísseis balísticos fazia parte dos exercícios desta terça-feira.