


No último sábado (2), a Coreia do Norte, através da mídia estatal KCNA, disse que qualquer interferência ou ataque dos Estados Unidos aos seus “ativos espaciais” será “uma declaração de guerra”. Há menos de duas semanas, a capital do país, Pyongyang, informou que lançou seu primeiro satélite de reconhecimento no espaço.
“A deplorável hostilidade da Força Espacial dos EUA em relação ao satélite de reconhecimento da RPDC [República Popular Democrática da Coreia] não pode ser ignorada, pois nada mais é do que um desafio à soberania da RPDC e, mais precisamente, uma declaração de guerra contra ele”, disse o Ministério da Defesa em comunicado.
A capital norte-coreana afirmou que o satélite lançado é de reconhecimento e que não é considerado uma arma especial, pois suas características técnicas são destinadas à observação. Os países vizinhos da RPDC, entretanto, consideram o satélite uma violação de uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que proíbe a Coreia do Norte de usar tecnologia de mísseis balísticos.
Pyongyang advertiu que, caso seu satélite seja considerado uma “ameaça militar” que “deve ser eliminada”, também deverá destruir os “incontáveis satélites espiões dos EUA, que sobrevoam diariamente a região da península”.
Após o lançamento do satélite norte-coreano, o primeiro satélite espião da Coreia do Sul também foi colocado em órbita, com a ajuda da SpaceX, de Elon Musk.