
Banco Central - Reprodução Correio Braziliense
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, se reúne nesta quarta-feira (17) e deve manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, estável em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos.
Essa é a expectativa dos economistas do mercado financeiro, tendo por base indicações do próprio BC de que a taxa será mantida inalterada por um "período bastante prolongado" de tempo. A decisão do Copom será anunciada após as 18h.
A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.
A expectativa dos analistas dos bancos é de que a taxa será mantida no atual patamar, ao menos, até 2026. A projeção é de que o juro comece a cair no final de janeiro do próximo ano.
Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), observou que os desafios fiscais do país, com a dificuldade de equilibrar as contas públicas, têm dificultado o controle da inflação.
"É prioritário que o setor público, abrangendo a União, os estados e os municípios, faça um enorme e responsável esforço para conter os déficits e equilibrar suas contas. Não podemos continuar convivendo com juros elevados e rombo fiscal, que se retroalimentam e drenam a força de nossa economia. Podemos crescer muito mais a cada ano se conseguirmos equacionar esses dois grandes problemas que nos prejudicam há tanto tempo”, afirmou o presidente do Ciesp.
