
O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, fala à imprensa após reunião com o presidente Michel Temer, Palácio do Planalto.
A Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que analisa o pedido de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC) decidiu suspender o prazo de 10 sessões da defesa que começaria a ser contado na sessão plenária desta quarta-feira (24). O G1 transmitiu a sessão ao vivo que começou por volta das 14h.
Na primeira reunião da comissão, os deputados decidiram esperar a íntegra dos inquéritos das Operações Favorito e Placebo que apuram irregularidades na Saúde do Rio de Janeiro. A proposta de adiamento foi feita pelo relator, Rodrigo Bacellar (Solidariedade).
A votação foi aprovada por 24 dos 25 deputados que integram a comissão. O deputado Marcos Abrahão (Avante) estava ausente.
Mais cedo, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) voltou atrás e decidiu transmitir a primeira sessão da comissão especial de impeachment do governador.
Logo após o fim da sessão, que durou quase uma hora, o deputado Waldeck Carneiro ( PT), comentou a decisão.
"Já está constatado que, neste primeiro momento, a estratégia de defesa do governador passar por um processo de desqualificação dos trabalhos desta comissão por meio de algum erro técnico".
Na prática, a partir de agora o prazo do impeachment só começa a contar novamente ( 10 sessões ordinárias) a partir da chegada da documentação. Além disso, em julho deve ocorrer o recesso parlamentar.
A Comissão Especial julga pedido de impeachment pedido pelos deputados Luiz Paulo e Lucinha, ambos do PSDB.
No pedido, são feitas as seguintes acusações:
Em etapa protocolar, o governador Wilson Witzel (PSC) foi citado, oficialmente, na terça-feira (23) sobre o impeachment.
