


A candidata de direita Keiko Fujimori venceu o segundo turno da eleição presidencial do Peru, segundo a apuração de 100% das urnas divulgada pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE). A disputa foi marcada por forte polarização e terminou com uma diferença de cerca de 49,6 mil votos.
De acordo com os dados oficiais da apuração, Fujimori recebeu 9.223.396 votos, o equivalente a 50,135% dos votos válidos. Já o candidato de esquerda Roberto Sánchez obteve 9.137.755 votos, ou 49,865%.
Apesar da apuração concluída, o resultado ainda precisa ser homologado pelo Jurado Nacional Eleitoral, órgão eleitoral competente, para que Keiko Fujimori seja oficialmente declarada presidente eleita do Peru. A posse está prevista para 28 de julho, quando terá início um mandato de cinco anos.
A votação foi realizada em 7 de junho, mas a conclusão da apuração levou cerca de três semanas em meio a contestações e denúncias de supostas irregularidades apresentadas durante o processo eleitoral.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko disputou a Presidência pela quarta vez. Em sua candidatura anterior, em 2021, ela foi derrotada pelo então candidato de esquerda Pedro Castillo por uma diferença de aproximadamente 44,2 mil votos. Castillo acabou preso após tentar dissolver o Congresso em 2022.
Na última semana, Roberto Sánchez voltou a alegar, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição e afirmou que não reconheceria um eventual governo de Keiko Fujimori.
Keiko vai substituir o atual presidente, José María Balcázar Zelada, de esquerda, que assumiu o poder de forma interina há quatro meses. Ela defende pautas de direita e centro-direita, como o incentivo ao mercado privado e políticas duras contra a criminalidade. A direitista é conhecida por defender o legado do pai, o ex-ditador Alberto Fujimori, que comandou o Peru nos anos 1990 e posteriormente foi condenado por corrupção e violações de direitos humanos.
