
A enfermeira Ana Beatriz Cavalcante foi morta dentro de casa- Foto: Reprodução
As investigações da Polícia Civil apontam que ciúmes dos plantões noturnos da enfermeira Ana Beatriz Cavalcante eram o principal motivo das discussões entre a vítima e o policial militar suspeito de assassiná-la, na última sexta-feira (12), no município de Penedo.
O policial militar acusado do crime passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida. Durante o interrogatório, ele preferiu permanecer em silêncio.
De acordo com o delegado Flávio Dutra, coordenador das Delegacias de Homicídios do Interior, a Polícia Civil segue coletando provas e reunindo evidências que possam colocar o suspeito na cena do crime. A investigação é conduzida pelo delegado Maurício Cruz, titular da Delegacia de Homicídios de Penedo.
Segundo o delegado, o acusado pode ser ouvido a qualquer momento, caso decida prestar depoimento. Caso contrário, a polícia irá utilizar outros meios de prova para concluir o inquérito. Após a finalização da investigação, o Ministério Público decidirá se oferece denúncia.
Vizinhos relataram ter ouvido disparos de arma de fogo no dia do crime. Amigos do suspeito também foram ouvidos e afirmaram que ele se encontrou com eles em um bar logo após o ocorrido, onde teria confessado o assassinato.
Imagens de câmeras de segurança mostram que o policial deixou o local em um veículo, encontrou amigos em um bar e, segundo testemunhas, tentou atentar contra a própria vida, mas foi impedido. Em seguida, ele saiu em alta velocidade, perdeu o controle do carro e colidiu contra um poste.
A Polícia Civil apura se houve prestação de socorro por terceiros após o acidente e investiga uma possível fraude processual, já que o veículo teria sido alterado antes da chegada da polícia.
Pessoas ouvidas pela investigação relataram que o casal era reservado e que não havia histórico conhecido de agressões físicas anteriores. No entanto, confirmaram que o policial demonstrava ciúmes frequentes dos plantões noturnos da enfermeira, o que motivava discussões. Ana Beatriz chegou a solicitar a troca dos horários de trabalho para evitar conflitos, mas nem sempre conseguia.
