Chido trouxe ventos que superam os 220 km/h, de acordo com o serviço meteorológico francês, levantando telhados de metal das casas, que tem uma população de pouco mais de 300 mil habitantes, espalhados por duas ilhas principais que ficam a cerca de 800 quilômetros da costa africana.
O primeiro-ministro francês, Francois Bayrou, disse que as instalações públicas foram “severamente danificadas ou destruídas”, incluindo a prefeitura, o hospital e o aeroporto. Bayrou acrescentou que muitas pessoas que vivem em residências irregulares na região enfrentam “riscos muito sérios”.
O prefeito também disse que o alerta máximo foi suspenso para que as equipes de resgate possam ajudar depois que o pior do ciclone tiver passado.
O Ministério do Interior francês afirmou que 1.600 policiais e policiais foram mobilizados para “ajudar a população e prevenir possíveis saques”.
Cerca de 110 equipes de resgate e bombeiros foram enviados pela França e da ilha Reunion já foram enviados ao local. Neste domingo, mais 140 pessoas serão enviadas para auxílio.
Considerada a ilha mais pobre de França, Mayotte já enfrentou dificuldades com secas e a falta de investimento.
Por meio de uma mensagem na rede social X, o ministro dos Transportes francês, François Durovray, disse que o aeroporto de Mayotte foi “gravemente danificado, especialmente a torre de controle”.
Ele também acrescentou que a infraestrutura da ilha foi fortemente afetada e o tráfego aéreo será reaberto apenas para aeronaves militares por enquanto. Navios estão sendo usados para o fornecimento de suprimentos.


