

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh/AL) atualizou, nesta terça-feira (20), o quadro hidrológico dos principais rios e lagoas monitorados em Alagoas. O boletim indica que cinco rios e uma lagoa atingiram níveis que requerem atenção especial, devido ao risco de transbordamento, com destaque para as regiões do Litoral Norte, Zona da Mata e Baixo São Francisco.
O caso mais crítico é o da Lagoa Mundaú, localizada em Marechal Deodoro, que atingiu 239 cm, superando a cota de atenção de 230 cm, com tendência de elevação contínua nas próximas horas. Entre os rios monitorados, a situação é de alerta nos rios São Miguel (em São Miguel dos Campos), Camaragibe ( em Matriz e Passo de Camaragibe), Jitituba ( em Flexeiras), Santo Antônio (em São Luiz do Quitunde) e o rio Manguaba (em Porto Calvo).

Uma barreira cedeu na rodovia AL-407, no município do Pilar, em Alagoas. Segundo a prefeitura da cidade, a via precisou ser interditada. A Defesa Civil Estadual esteve no local para avaliar os danos e os riscos para os motoristas.
E uma nova atualização do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nesta terça-feira (20), mostra que Maceió voltou a ocupar o primeiro lugar do ranking de cidades com maiores volumes pluviométricos. Entre a segunda (19) e e esta terça, a capital alagoana contabilizou 69,4 mm de chuva.

Um adolescente foi resgatado na manhã da terça-feira (20) após ficar soterrado devido ao desabamento de uma casa no bairro Feitosa, em Maceió. O desastre aconteceu por causa do deslizamento de barreiras em consequência das fortes chuvas.
Pessoas afetadas
A Defesa Civil de Alagoas divulgou no início da tarde desta terça-feira, 20, um novo boletim sobre as fortes chuvas que atingem o estado nos últimos dias. Segundo o relatório, 377 pessoas foram afetadas, sendo 76 desabrigadas e 301 desalojadas em sete cidades.
Os municípios atingidos são:
Coqueiro Seco (oito desabrigados e 12 desalojados);
Maceió (oito desabrigados e 96 desalojados);
Marechal Deodoro (16 desalojados);
Paripueira (12 desabrigados e 46 desalojados);
Pilar (20 desabrigados e 40 desalojados);
Rio Largo (75 desalojados); e
São Luís do Quitunde (28 desabrigados e 16 desalojados).
O relatório aponta também que até o momento, não há registro de óbitos.
Em Arapiraca

Até o momento, as chuvas não causaram grandes problemas em Arapiraca. Apenas o registro de grande volume de água em algumas ruas, notadamente no conjunto Frei Damião (em Canafístula) e no bairro Zélia Barbosa Rocha - e outras áreas da cidade.
A Defesa Civil informou que tem monitorado a situação e está a postos para atender quaisquer emergências.
