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Visando priorizar a tecnologia chinesa e impulsionar o mercado local, o governo chinês proibiu o uso de processadores da Intel e da AMD em computadores e servidores governamentais. Além disso, segundo o Financial Times, a China também restringiu o uso de produtos estrangeiros, incluindo o Microsoft Windows. Embora tenham sido anunciadas em dezembro, somente agora entraram em vigor.
Ao invés de utilizar processadores de marcas estrangeiras, as agências da China usarão chips “seguros e confiáveis”, de fabricantes aprovados e anunciados pelo governo. São 18 processadores com permissão, incluindo os chips da Huawei e da Phytium, ambas proibidas nos Estados Unidos.
A China também começou a investir em seus próprios semicondutores, devido às sanções estabelecidas pelos EUA.
Com a decisão da China, os cofres da Intel podem sofrer um impacto muito grande, uma vez que a China foi responsável por 27% das vendas de US$ 54 bilhões arrecados pela empresa em 2023.
A AMD, por sua vez, deve ter um impacto menor: o governo Chinês foi responsável por 15% de US$ 23 bilhões arrecadados, segundo o Financial Times.
