
Daniel Galdino, réu no crime conhecido como chacina de Guaxuma, é julgado em Maceió — Foto: Pedro Ferro
Daniel Galdino Dias, acusado de ser o autor do crime que ficou conhecido como a “chacina de Guaxuma” foi inocentado e ganhou a liberdade. A decisão do conselho de sentença foi proferida nas primeiras hora da madrugada desta sexta-feira (25). O Ministério Público de Alagoas informou que irá recorrer da decisão.
O julgamento ocorreu durante todo o dia de ontem. Algumas testemunhas, convocadas pelo próprio MP e pela defesa do réu foram ouvidas no julgamento. O menino que sobreviveu ao crime também foi ouvido como declarante.
Ao longo do processo de investigação, o menino que sobreviveu apontou quatro homens como suspeitos do crime, entre eles Daniel Galdino. Para o MP, a decisão do conselho de sentença é contrária a prova dos autos, motivo pelo qual o órgão irá recorrer da decisão.
Durante o seu depoimento, o acusado voltou a negar a autoria do crime. Ele chegou a questionar se o DNA dele foi encontrado em uma lanterna e no facão que foram apreendidos na casa do seu pai e apontados como sendo utilizados no crime.
Para a psicóloga Aline Damasceno, que atendeu a menino que sobreviveu, e foi a primeira pessoa a ser ouvida no julgamento, o garoto reconheceu Daniel e nas seis vezes que prestou depoimento, não entrou em contradição.
“De jeito nenhum. A criança falou mais de seis vezes, sem entrar em contradição, a mesma história", disse a psicóloga sobre o relato do crime que ouviu do menino.
Aline também afirmou em seu depoimento que o menino repetiu por diversas vezes, ao longo da investigação, que Daniel que cometeu o crime. “‘ele matou a minha irmã, o Gui e eu’. E eu perguntei a ele ‘com o quê?’ e ele respondeu: ‘de foice’”.
As vítimas da chacina eram da família do menino, que hoje tem 12 anos. O pai, Evaldo da Silva Santos; a mãe, Jenilza de Oliveira; e os seus irmão Estérfany Eduarda de Oliveira Santos, de 9 anos; e Adrian Guilherme de Oliveira Santos, de 2 anos.
