Casos de Mpox voltam ao noticiário e reforçam alerta para vigilância contínua em saúde pública

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 19/02/2026

Foto: Divulgação

A mpox voltou ao noticiário internacional após a confirmação de novos casos no Brasil, incluindo um registro recente em Porto Alegre, que se soma a dois diagnósticos em São Paulo. A infecção na capital gaúcha ocorreu por contato direto com uma pessoa infectada fora do estado, padrão já conhecido de transmissão da doença.

Especialistas destacam que o reaparecimento do tema não indica necessariamente um novo surto, mas reflete o fato de que o vírus nunca deixou de circular desde o surto global iniciado em 2022. Em um cenário de alta mobilidade internacional, a presença contínua da doença reforça a necessidade de monitoramento permanente.

O que é a mpox

A mpox é causada pelo vírus Monkeypox virus (MPXV), pertencente à mesma família da varíola, os ortopoxvírus. Trata-se de uma infecção zoonótica, com reservatórios naturais principalmente em roedores africanos. Humanos e primatas são considerados hospedeiros ocasionais.

A transmissão para humanos pode ocorrer por mordidas, arranhões ou contato com fluidos de animais infectados, enquanto a disseminação entre pessoas acontece principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções, fluidos corporais ou objetos contaminados.

Após um período de incubação que pode chegar a cerca de três semanas, os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, mal-estar, aumento de gânglios linfáticos e lesões cutâneas que evoluem em estágios. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada, embora grupos como crianças, gestantes e pessoas imunossuprimidas tenham maior risco de complicações.

Situação epidemiológica

Segundo o Ministério da Saúde, até o início de fevereiro de 2025 foram notificados 115 casos de mpox no país, sem registro de mortes nos dois anos anteriores. Em 2025 também foi confirmado o primeiro caso da cepa 1b no Brasil, variante geneticamente distinta do vírus.

Em 2026, a confirmação de um caso em Porto Alegre indica a continuidade da circulação do vírus em novas regiões, ainda que em números menores do que os observados em períodos anteriores.

No cenário global, dados do Centers for Disease Control and Prevention mostram que a mpox permanece presente em diferentes regiões, com circulação dos principais clados do vírus e registros relacionados a viagens e transmissão local.

Vacinação e proteção

A principal vacina utilizada atualmente é a de terceira geração, conhecida como MVA-BN (ou Jynneos). Estudos indicam que os níveis de anticorpos neutralizantes podem diminuir ao longo do tempo, tanto após infecção quanto após vacinação, mas a proteção continua relevante, sobretudo para reduzir o risco de formas graves.

Esse cenário reforça a importância de políticas de imunização baseadas em evidências, com definição de grupos prioritários e acompanhamento contínuo.

Diagnóstico e tratamento

O manejo clínico é, na maioria dos casos, de suporte, com controle da dor, cuidado com lesões e prevenção de infecções secundárias. Em situações específicas, antivirais podem ser utilizados conforme protocolos internacionais.

Especialistas ressaltam que a detecção precoce depende de capacidade diagnóstica, integração entre serviços de saúde e comunicação rápida com autoridades sanitárias — fatores essenciais para evitar a ampliação da transmissão.

Vigilância permanente

Autoridades e pesquisadores reforçam que a principal lição é a necessidade de vigilância constante. O monitoramento envolve ações coordenadas entre governos, laboratórios e organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde.

O retorno da mpox à agenda pública evidencia que doenças infecciosas não desaparecem quando deixam de ser destaque e que a resposta em saúde pública precisa ser contínua para identificar e conter casos antes que ganhem maior dimensão.

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