
Aedes aegypti — Foto: Raul Santana/Fundação Oswaldo Cruz/Divulgação
Os casos de dengue devem aumentar no início de 2024, segundo uma projeção do Governo Federal, tendo como base a combinação entre calor e chuva que há no começo do ano e o ressurgimento do sorotipo 3 do vírus no Brasil. Em decorrência disso, o Ministério da Saúde reforçou ações de vigilância sanitária com verbas de R$ 256 milhões, destinadas às secretarias municipais e estaduais da Saúde.
Com a quantia, os municípios e os estados devem adquirir testes, remédios e equipamentos que ajudem a prevenir e conter o Aedes aegypti. Além das verbas, a pasta também vai instalar a Sala Nacional de Arboviroses, para monitorar permanentemente e em tempo real os locais com maior incidência de dengue, chikungunya e zika. Com isso, o ministério pretende preparar o país para uma alta de casos das doenças nos próximos meses.
A Sala também será responsável por planejar, organizar, coordenar e controlar as medidas, bem como articular as medidas com gestores estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS).
Até o dia 25 de novembro, o país registrou mais de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, representando uma quantidade 22,7% maior que o identificado no mesmo período do ano passado.
A dengue tipo 3 foi identificada em Roraima, no Acre, no Amapá, no Paraná, em São Paulo e em Minas Gerais.
