
Ana Patrícia, mãe de Rhaniel Pedro; Wagner Oliveira, tio de Rhaniel; e Vítor Oliveira, o padrasto — Foto: Reprodução/TV Gazeta
O Tribunal do Júri condenou a mais de 40 anos de prisão pela morte do menino Rhaniel Pedro a mãe; Ana Patrícia, o padrasto, Vítor Oliveira; e Wagner Oliveira, tio da criança. Eles foram condenados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver. O julgamento dos acusados aconteceu na segunda-feira (12) e o resultado foi divulgado no final da noite. Cabe recurso da decisão.
As penas foram as seguintes:
“Tínhamos provas irrefutáveis e sustentamos a acusação com todas as qualificadoras da denúncia. Tivemos um debate extenso, sabíamos que a defesa tentaria desclassificar, colocar em dúvida, usar todos os elementos para inocentar os réus, mas chegamos ao tribunal do júri confiantes de que a justiça seria feita e precisávamos dela para Rhaniel, um menino de apenas 10 anos e assassinado barbaramente. Cumprimos a nossa missão, que é a de promover justiça, e o conselho de sentença compreendeu que estávamos certos ao apontá-los como os criminosos entendendo que deviam ser condenados à prisão em regime fechado”, ressalta o promotor Ary Lages Filho.
O pai de Rhaniel Pedro prestou depoimento no júri popular. Por videoconferência, já que mora em Pernambuco, Otoniel Severino da Silva contou o que ouviu da ex-mulher sobre o desaparecimento do filho à época.
A versão inicial da família era de que a criança tinha desaparecido ao sair de casa para a aula de reforço. "Ela disse a mesma coisa, que ele saiu para a escola, deu a bênção, fechou a grade e sumiu, não apareceu mais. Sempre disse a mesma versão que está sustentando até hoje", afirmou Otoniel Severino da Silva.
Antes do pai da vítima, quem abriu os depoimentos foi uma vizinha da família, que contou que a mãe de Rhaniel foi até a sua casa para imprimir as fotos do menino para tentar ajudar nas buscas durante o desaparecimento, mas que nunca demonstrou desespero.
O advogado Gabriel Sena, que atua na defesa de Vítor e Wagner, disse que os réus são inocentes. "Sustentamos a tese da fragilidade das provas. As provas genéticas não são conclusivas e não colocam o Wagner e nem o Vítor na cena do crime. Além da falta de testemunhas. Então há muitas falhas na investigação", disse.
A defesa de Ana Patrícia também alega inocência. A mãe dela se emocionou durante o júri e disse que não acredita que a filha tenha participação no assassinato do neto. "Não acredito que ela tenha feito isso", afirmou Maria Regina.
