Caso Marielle: polícia prende bombeiro suspeito de esconder arma do crime

Caso Marielle: polícia prende bombeiro suspeito de esconder arma do crime

A polícia prendeu mais um suspeito de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em março de 2018. A prisão faz parte de uma grande operação, que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos endereços da capital fluminense na manhã desta quarta-feira (10).

A operação Submersus 2 é uma ação conjunta do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria do Corpo de Bombeiros e em parceria com a Delegacia de Homicídios da capital.

O cabo do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, mais conhecido como Suel, foi preso num condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Ele é suspeito de ter ajudado a esconder armas dos acusados, entre elas, a que foi usada na emboscada contra a vereadora e o motorista dela. O militar já era investigado por agentes da Divisão de Homicídios da Capital e do Gaeco.

Marielle: polícia prende bombeiro suspeito de esconder arma do ...
Marielle Franco foi uma socióloga e política brasileira assassinada no dia 14 de março de 2018

O nome de Maxwell apareceu nas investigações após a prisão de Ronnie Lessa e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, em março do ano passado.

Segundo os investigadores, o bombeiro teria ajudado a ocultar as armas que pertenciam a Lessa, logo após a prisão do sargento, e é suspeito de ter cedido um carro para a quadrilha de Lessa esconder as armas por uma noite após o flagrante que levou este à prisão. A polícia acredita que uma dessas armas pode ter sido usada nos assassinatos de Marielle e Anderson.

Ronnie Lessa foi preso em março de 2019 suspeito de ser o homem que atirou na vereadora e no motorista Anderson Gomes, segundo denúncia do Ministério Público.

Afastado dos quadros do Exército, Lessa foi incorporado à Polícia Militar do Rio em 1992, atuando principalmente no 9º Batalhão da PM (Rocha Miranda), até virar adido da Polícia Civil, trabalhando na extinta Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), na Delegacia de Repressão a Roubo de Cargas (DRFC) e na extinta Divisão de Capturas da Polinter Sul.

Já o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, também preso em março de 2019, é suspeito de ter dirigido o Cobalt prata usado na emboscada. Um dos motivos que levou a polícia a concluir que ele estaria nessa posição foi a atuação anterior dele como piloto de escolta de cargas.

Élcio foi expulso da corporação após se tornar réu na chamada Operação Guilhotina, que colocou em xeque a cúpula da Polícia Civil. Ele foi preso quando saia de sua casa, no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio.


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