
Foto: Gustavo Morais
Em entrevista exclusiva ao repórter Niraldo Correia, da Rádio Sampaio 94.5 FM, o chefe de operações da 5ª Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, falou abertamente sobre o brutal caso de estupro e espancamento contra a jovem Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, ocorrido em dezembro de 2024, no município de Coité do Noia, Agreste de Alagoas.
O principal suspeito do crime é Victor Bruno da Silva, de 18 anos, ex-colega da vítima e filho de um empresário local. Desde o ocorrido, ele está foragido. Segundo Diogo Martins, o inquérito foi concluído em fevereiro de 2025 e o mandado de prisão preventiva expedido poucos dias depois. “Desde então, as polícias de Palmeira, Arapiraca e Maceió trabalham juntas para capturá-lo. Ele pode até estar solto, mas já vive preso pelo medo”, afirmou o chefe de operações.
Diogo foi direto ao comentar a tentativa de fuga do acusado: “A pior escolha foi cometer o crime, a segunda pior foi fugir”. O chefe de operações acredita que o acusado talvez estivesse respondendo em liberdade caso ele tivesse se apresentado.
Segundo a investigação, Victor Bruno teria atraído Maria Daniela até uma chácara de propriedade do pai, onde dopou, estuprou, espancou e asfixiou a vítima. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal confirmaram a presença de substâncias no sangue da jovem, além de sinais claros de agressão física.
Uma das revelações que mais causou revolta pública foi a atitude do pai do suspeito. Após o crime, ele gravou vídeos defendendo o filho e chegou a sugerir um “casamento” como forma de reparação. Para Diogo Martins, a tentativa de defender o indefensável é absurda:
“Quem defende bandido é bandido também. Esse pai deveria ter consciência e não tentar iludir a sociedade com narrativas falsas. Ele tenta agir como se estivéssemos em tempos de coronelismo.”
A polícia acredita que Victor está sendo acobertado por terceiros, já que sua idade e perfil não condizem com alguém capaz de manter uma fuga prolongada sozinho. Pessoas que estiverem ajudando podem ser responsabilizadas criminalmente.
Sobre o estado de saúde da vítima, Diogo explicou que Maria Daniela ainda não foi ouvida formalmente por causa das sequelas físicas e emocionais, mas deverá prestar depoimento em juízo.
A Polícia Civil não descarta a participação de outras pessoas no crime, inclusive o pai do acusado, que pode ter estado presente na residência no dia da violência. “Precisamos ouvir o suspeito e, se necessário, abrir novas frentes de investigação”, disse.
A população pode contribuir com informações através do Disque-Denúncia 181, garantindo sigilo total. A equipe da 5ª DRP reforça o compromisso de seguir buscando justiça por Maria Daniela.
