
Foto: reprodução
A Polícia Civil realizou na manhã desta terça-feira (3) a reprodução simulada da morte da menina Maria Katharina Simões da Costa, de 10 anos, encontrada enforcada no estábulo da casa onde morava com a família em Palmeira dos Índios, interior de Alagoas.
“A gente tentou reproduzir com o máximo de fidelidade de como foi no dia. Foi reproduzida a possibilidade de a criança ter amarrado a corda no teto e ter se pendurado. Em algumas posições, é possível que a criança tenha amarrado a corda, em outras não", disse Diogo Martins, chefe de operações da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios.
A primeira linha de investigação da polícia é de suicídio. Porém, a polícia quer saber como a criança conseguiu amarrar a corda no telhado do estábulo. Ao longo das investigações foram ouvidos a mãe, o pai, tias e a coordenadora da escola em que a menina estudava.
Na última quarta-feira (28), o irmão da vítima, de cinco anos, também foi ouvido. Pouco antes da morte da menina, ela e o irmão estavam brincando em uma residência em construção, quando o menino levou um corte no pé. Por causa disso, segundo ele, o pai teria dado dois tapas na menina e, em seguida, levado o menino até a Unidade de Pronto de Atendimento (UPA). Katharina, por sua vez, teria ficado no imóvel. Ao retornar para casa, os pais encontraram ela morta.
Com relação ao depoimento do irmão, o chefe de operações disse que não trouxe nada de novo ao inquérito acerca da dinâmica do dia da morte, apenas a informação de que a criança foi agredida.
“A criança - o irmão da vítima - não trouxe fatos novos, mas ela relatou que houve uma possível agressão do pai, dois tapas na filha. O pai não falou em nenhuma agressão (em depoimento)”, afirmou.
De acordo com o delegado Rosivaldo Vilar, o resultado da reprodução simulada deve ficar pronto em 30 dias e será anexado ao inquérito policial.
