
Foto: Gustavo Morais
Em entrevista exclusiva concedida para o repórter Niraldo Correia, da Rádio Sampaio 94.5 FM, o advogado Gilmar Menino, que representa a família de Gabriel Lincoln — jovem morto durante uma ocorrência policial em Palmeira dos Índios na noite do último sábado — falou sobre os desdobramentos do caso e o encontro com autoridades da segurança pública.
Segundo Dr. Gilmar, ele acompanhou familiares de Gabriel, incluindo o pai e a tia, até a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Alagoas, onde foram recebidos pelo secretário Flávio Saraiva e pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Paulo Amorim. O advogado destacou a receptividade e o empenho demonstrado pela cúpula da segurança em elucidar os fatos. “Saímos satisfeitos com a disposição que nos foi apresentada. O que buscamos é apenas a verdade, sem julgamentos precipitados”, afirmou.
Durante a reunião, foi garantida a formação de uma comissão de delegados, com dois profissionais deslocados especificamente para trabalhar ao lado do delegado João Paulo Canuto, titular da Delegacia de Homicídios de Palmeira dos Índios. O objetivo é dar celeridade às investigações.
Um ponto que chamou atenção foi a realização do exame residográfico — que verifica vestígios de pólvora nas mãos e roupas — durante o velório de Gabriel, medida incomum. De acordo com o advogado, o exame não pôde ser feito no momento da ocorrência, pois a própria guarnição encaminhou o jovem à Unidade de Pronto Atendimento. Apesar da resistência inicial do Instituto Médico Legal, o delegado Canuto insistiu na realização do teste, que foi efetuado nos momentos finais do velório.
As investigações também contam com imagens de câmeras de segurança recolhidas pela polícia e pela própria família. Segundo Dr. Gilmar, a perseguição ao jovem teria começado no semáforo da Praça do Queijeiro, próximo ao Colégio Positivo. “A imagem que circula não mostra Gabriel empinando a moto, apenas passando o sinal”, explicou.
A versão oficial da Polícia Militar é de que Gabriel teria sacado uma arma e disparado contra os policiais, que reagiram em seguida. Já a família contesta essa narrativa, afirmando que o jovem não possuía arma e que havia saído apenas para fazer compras. “As investigações servirão para confrontar versões e buscar a verdade. Nosso papel é garantir que o processo ocorra de forma justa e legal”, declarou o advogado.
Dr. Gilmar finalizou agradecendo à Rádio Sampaio pelo compromisso com a imparcialidade e reforçou que segue à disposição para novos esclarecimentos. A população de Palmeira dos Índios segue no aguardo de respostas concretas sobre a trágica morte de Gabriel Lincoln.

Foto: Gustavo Morais

Foto: Gustavo Morais

Foto: Gustavo Morais
