Casados há 65 anos, idosos alagoanos descobrem e se curam juntos do Covid-19

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Casados há 65 anos, idosos alagoanos descobrem e se curam juntos do Covid-19

Com 65 anos de casados, quatro filhos e 14 netos, o casal de aposentados Jovino Feitosa, de 92 anos, e Zélia Feitosa, 85, levou ao pé da letra a promessa matrimonial de estarem juntos “na saúde e na doença”. Em plena pandemia, os dois alagoanos descobriram e se curaram, juntos, do Covid-19, neste mês de abril.

Sérgio Feitosa, um dos netos de Jovino, que sofre de fibrose pulmonar, e de Zélia, que é cadeirante, informou que a descoberta da doença ocorreu por acaso, já que nem a avó nem o avô apresentavam os sintomas clássicos do coronavírus.

“Há uns 15 dias levamos minha avó para um hospital particular, por conta de um corte na perna que não cicatrizava. Lá foi constatada uma pneumonia leve e fizeram o teste para Covid-19”, relatou Sérgio, explicando que as amostras de sangue foram encaminhadas para dois laboratórios, um em Alagoas e um em Minas Gerais, mas os resultados foram conflitantes, sendo necessário um terceiro teste para comprovar a doença.

“Preocupados com o meu avô, que por conta da fibrose pulmonar, anda com um cilindro de oxigênio, fizemos o teste dele em um laboratório particular, e foi comprovado que ele também estava com coronavírus”, relatou o empresário, explicando que Dona Zélia chegou a ficar dois dias na UTI do hospital, mais por precaução, e não precisou ser internada. Já Jovino permaneceu em casa.

Sérgio disse que o tratamento dos avós, com hidroxicloroquina e antibiótico, terminou e ambos são considerados pacientes curados, mas continuam no isolamento domiciliar.

Outro fato curioso envolvendo a história do casal é que ambos mal saem de casa, devido as próprias limitações motoras, e tantos os cuidadores, quanto outras pessoas que convivem diretamente com ambos, testaram negativo para Covid-19.

“Imaginamos que eles foram infectados por alguém assintomático que, no momento da testagem, não estava mais doente… Nós, familiares, achamos que ainda há muito desencontro nas informações sobre a doença e que, talvez, o número de infectados em Alagoas seja extremamente maior… Se não fosse o problema na perna da minha avó, talvez nem tivéssemos descoberto que eles estavam com coronavírus”, avaliou Sérgio, agradecendo aos profissionais de saúde pelos cuidados dispensados aos avós e por estarem na linha de frente da batalha.

“Foi tudo muito tenso e preocupante, principalmente por causa do meu avô. Achávamos que, em razão da fibrose, ele não poderia sair ileso de um problema desses… Em meio a tantas histórias ruins, quisemos contar essa história de esperança, para dar esperança a quem está passando por algo parecido”, finalizou o empresário.


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