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Dez municípios alagoanos irão receber, a partir desta segunda-feira (10), a carreta do Projeto Roda-Hans, que promove ações de conscientização, capacitação técnica e diagnóstico precoce da hanseníase, doença caracterizada por manchas avermelhadas na pele, falta de sensibilidade e perda da força nos membros. A ação é promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS).
O primeiro município a receber a carreta do Roda-Hans será Maragogi, no Litoral Norte do Estado, onde o veículo permanecerá na Praça dos Cabanos, na segunda (10) e na terça-feira (11), no horário das 8h30 às 16h30. Com isso, além de capacitação para os técnicos municipais e ações de conscientização, também haverá atendimento à população. A ação irá ocorrer até o dia 11 de agosto, conforme cronograma elaborado pela equipe técnica do Programa Estadual de Controle da Hanseníase.
Criado pelo Ministério da Saúde em 2018, o Roda-Hans: Carreta da Saúde de Hanseníase leva atendimento qualificado a diferentes lugares do Brasil, ampliando o diagnóstico precoce da doença, além de capacitar profissionais da Atenção Primária para diagnosticar e tratar clinicamente os pacientes acometidos pela doença. Durante a passagem no Estado, além de Maragogi, a carreta, que conta com cinco consultórios e um laboratório, visitará também os municípios de União dos Palmares, Atalaia, Maceió, Penedo, Campo Alegre, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia.
A coordenadora do Programa Estadual de Controle à Hanseníase, enfermeira Itanielly Queiroz, explica que Alagoas possui dez regiões de saúde e, por isso, foi escolhido um município por região de saúde, onde o acesso ao atendimento será por demanda espontânea. “Durante a passagem da carreta no Estado, a população terá acesso a consultas dermatológicas, além de orientações sobre os sinais que devem ficar atentos. E os profissionais dos municípios terão a oportunidade de colocar, em prática, as capacitações realizadas pela Sesau atuando em conjunto no projeto”, salientou. (Veja mais informações no cronograma descrito abaixo).
Itanielly Queiroz ressalta, ainda, o impacto do projeto na busca ativa dos portadores da doença. “O Rodas-Hans tem como diferencial a presença da carreta em pontos estratégicos dos municípios, atraindo a população, o que facilita a procura e o acesso aos serviços de saúde. Assim, em dois dias de atendimentos em cada região, podemos perceber o aumento de casos identificados, inclusive, os moradores de outros municípios também poderão ser atendidos”, ressaltou.
A coordenadora pontua que, ao identificar um caso da doença, é necessário realizar uma investigação epidemiológica da cadeia de transmissão da hanseníase, examinando qualquer pessoa que teve contato intra domiciliar e prolongado com o paciente, como familiares e amigos. “Quando fazemos a identificação no pronto atendimento, evitamos que, posteriormente, a doença se agrave. Portanto, é importante ficar atento aos sintomas que são manchas brancas e avermelhadas na pele e comprometimento dos nervos periféricos.
A pessoa acometida pela doença também pode sentir sensação de formigamento nas mãos e pés, diminuição ou perda da sensibilidade e nódulos no corpo, alguns deles dolorosos”, ressaltou Itanielly Queiroz
