
A deputada licenciada Carla Zambelli no início da sessão no Tribunal de Apelações de Roma, em 27 de agosto de 2025. — Foto: TV Globo
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) voltou a um tribunal de Roma, na Itália, nesta quarta-feira (27), para uma audiência dentro do processo em que a Justiça italiana analisa sua extradição ao Brasil.
Na sessão desta quarta, no Tribunal de Apelações da capital italiana, não houve decisão sobre o pedido da defesa de Zambelli para que ela aguarde em liberdade. A deputada licenciada, portanto, seguirá presa enquanto espera um parecer final da Justiça italiana
Há duas semanas, Zambelli chegou a ir ao mesmo tribunal, mas alegou estar passando mal, e a audiência foi adiada.
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A deputada licenciada Carla Zambelli no início da sessão no Tribunal de Apelações de Roma, em 27 de agosto de 2025. — Foto: TV Globo
Novo pedido de soltura
A defesa da deputada alega questões de saúde para pedir sua liberdade e, em paralelo, apresentou ao juiz um outro pedido de soltura, alegando que o governo brasileiro não fez um pedido de prisão preventiva.
Em entrevista na saída da sessão, em Roma, os advogados de Zambelli afirmaram esperar que ela seja solta "a qualquer momento".
No entanto, a Corte Suprema da Itália já afirmou que um pedido de prisão na lista de alerta vermelho da Interpol, caso da parlamentar brasileira, é equivalente a um pedido de prisão em âmbito internacional, e o Tratado de Extradição Itália-Brasil, no artigo 13,2, introduz expressamente a equivalência entre pedido em âmbito Interpol e pedido de aplicação de medidas cautelares.
Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dias após a condenação, ela deixou o país e informou que estava na Itália.
O ministro do STF Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão para a deputada, e ela então presa na Itália, no fim de julho. Agora, a Justiça italiana analisa um pedido de extradição de Zambelli par ao Brasil.

