Câncer de pele também pode afetar o couro cabeludo; veja como prevenir

Por: Pedro Ivon com CNN Brasil
 / Publicado em 08/01/2024

Foto: Getty Images

No Brasil, cerca de 220 mil novos casos de câncer de pele são registrados anualmente, com 704 mil novos casos sendo esperados até 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Uma das regiões do corpo que pode ser afetada pela doença é o couro cabeludo.

Para proteger essa região, é possível criar uma barreira física, utilizando bonés e chapéus. Segundo a dermatologista Priscilla Pereira, é recomendado que se faça o uso dessas peças de vestuário até mesmo na água. “Existem alguns modelos que têm o tecido com fator de proteção, mas não necessariamente precisa ser desse estilo. O próprio tecido. O próprio tecido do acessório já vai ajudar a barrar os raios”, explicou a médica.

Para preservar o couro cabeludo, que é uma área mais sensível, também é importante que as pessoas utilizem protetor solar, especialmente aquelas que são carecas ou sofrem de calvície. É salutar que o protetor também seja passado em outras partes do corpo que estarão expostas aos raios solares.

O recomendado é de que o fator de proteção do produto seja de, no mínimo, 50%, e que ele seja aplicado 30min antes da exposição ao sol. A reaplicação do protetor deve ser a cada duas horas. É preciso ter cuidado para não se usar produtos vencidos, que podem prejudicar a eficácia da proteção.

Outro ponto que merece atenção é a utilização de protetores térmicos para o cabelo. “Muitas vezes as pessoas associam os protetores térmicos de fios ao protetor solar, mas esses produtos não devem ser usados com essa finalidade, porque ele não vai proteger de forma adequada a pele do couro cabeludo”, diz Priscilla.

Identificando o câncer de pele no couro cabeludo

De acordo com a dermatologista Juliana Toma, o câncer de pele pode se manifestar no couro cabeludo através de uma pequena mancha ou ferida, que vai aumentando de tamanho e passando por modificações em sua cor e tamanho. É possível identificar essas mudanças quando elas apresentam Assimetria, Bordas irregulares, Cores diferentes, Diâmetro maior que 6mm e Evolui apresentando mudanças de tamanho, forma, cor, etc. É a chamada regra do ABCDE.

“Os sinais de câncer de pele no couro cabeludo são muito parecidos com os sinais de câncer de pele no próprio corpo. Então, alguma ferida ou machucado que não cicatriza, alguma “casquinha” que fica e não vai embora ou uma pinta que cresce, que sangra e dói; essas são lesões, não só no couro cabeludo, mas na pele, que chamam atenção para uma lesão mais perigosa, ou uma lesão que precisa ser analisada”, explicou Juliana.

De modo geral, o câncer de pele pode aparecer de duas formas, sendo elas a melanoma, que pode atingir camadas mais profundas da pele, e a não-melanoma, que atinge uma camada mais superficial. É este último o mais comum de ser registrado.

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