


O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), manifestou apoio à decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Durante agenda partidária no Rio Grande do Sul, ele afirmou que a medida reflete a gravidade da expansão das facções criminosas no Brasil, mas avaliou que a iniciativa, sozinha, não será suficiente para resolver o problema.
Caiado disse que, se for eleito presidente, vai encaminhar ao Congresso um projeto de lei para que o Brasil também passe a enquadrar essas organizações como terroristas. A ação, conforme o ex-governador, seria para evitar que o Brasil seja visto como a "Disneylândia do narcotráfico".
"Eu gostaria de estar na cadeira da presidência para ter encaminhado ao Congresso Nacional, aí sim o projeto para classificá-las como terroristas", afirmou.
Segundo Caiado, o crime organizado alcançou um nível de influência sem precedentes no país. Ao comentar a presença das facções em áreas da Amazônia, ele declarou que a região estaria "100% ocupada" por grupos criminosos nacionais e estrangeiros e se tornou um importante corredor do tráfico internacional de drogas.
O pré-candidato também associou o crescimento das facções aos governos do PT. Ele afirmou que PCC e Comando Vermelho foram "as maiores multinacionais que o Brasil construiu na era PT". Em seguida, acrescentou: "20 anos de governo são as que mais cresceram no país. foram essas duas multinacionais do crime".
"Não existe soberania para 50 milhões de brasileiros que vivem sob o comando das facções criminosas hoje", disse. "Apoio a decisão, ampliarei a decisão, assumindo a presidência da República e vou dar dignidade ao povo brasileiro poder viver independentemente do crime organizado", completou.
Segundo ele, a experiência de Goiás serve como exemplo de enfrentamento às facções. Caiado relatou que áreas do estado antes dominadas por grupos criminosos passaram por mudanças após a integração entre forças policiais e investimentos em inteligência.
Durante o discurso, ele afirmou ainda que pretende ampliar a autonomia dos governadores na área da segurança pública e reforçar a troca de informações entre órgãos nacionais e internacionais.
