
Pedaços do corpo de Jorge Avalo, de 60 anos, foram encontrados na manhã da terça-feira (22). — Foto: PMA e Redes Sociais/Reprodução
Equipes do governo de Mato Grosso do Sul continuam as buscas pela onça-pintada que matou o caseiro Jorge Avalo, de 60 anos, no Pantanal de Aquidauana. A operação, que conta com o apoio de especialistas e da Polícia Militar Ambiental (PMA), tenta capturar o animal responsável pelo ataque ocorrido em um pesqueiro da região.
Gediendson Ribeiro de Araújo, pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e especialista em manejo de onças-pintadas, acompanha de perto as ações, que incluem a instalação de mais de dez armadilhas nas proximidades do local do ataque.
Segundo o comandante da PMA, José Carlos Rodrigues, a chance de capturar o animal é alta. “Por ela ser territorialista, já retornou ao local e deve voltar novamente”, afirmou. Ele ainda revelou que a equipe conseguiu identificar o felino: trata-se de um macho, reconhecido pelo porte físico e por ter atacado os policiais durante o resgate do corpo.
Após a captura, a onça será submetida a exames para avaliar seu estado de saúde. A suspeita é que o comportamento agressivo esteja ligado a algum problema fisiológico, já que ataques a humanos por onças-pintadas são considerados incomuns.
O corpo de Jorge Avalo foi enterrado nesta quarta-feira (23), em Anastácio (MS), sem cerimônia de velório, conforme informou a família.
