
Foto: Divulgação/Braskem/Ilustração
A área de risco de desastres provocados pela mineração da Braskem, em Maceió, ampliou no bairro Bom Parto. O problema deve afetar entre 3 a 4 mil moradores do Bom Parto cujos imóveis já estão na lista para realocação compulsória.
Os chamados “Mapas de Setorização de Danos e de Linhas de Ações Prioritárias” são elaborados por técnicos da Defesa Civil Nacional e da Defesa Civil de Maceió, com o aval do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Os documentos são divididos em setores, conforme características técnicas e a gravidade ou criticidade dos danos gerados com a extração de sal-gema em minas produzidas pela Braskem na capital.
A gigante petroquímica informa que até julho deste ano 14.392 imóveis já foram desocupados nas áreas definidas nesses mapas, de onde foram realocados mais de 35 mil moradores.
A falta de transparência sobre o comprometimento das regiões afetadas pelo afundamento do solo, é alvo de críticas e cobranças pelas vítimas e população em geral, assim como por técnicos que avaliam o desastre. O Instituto de Ciências Sociais (ICS) e a OAB elaboraram recentemente o relatório de inspeção apresentado na reunião e que mostra a cruel realidade dos Flexais, documentando a necessidade de realocação das famílias residentes naquela região.
A Defesa Civil informou por meio de nota que não é de sua autoria o mapa que circula na mídia e redes sociais, que indica atualização das áreas afetadas pelo afundamento do solo em decorrência da mineração de sal-gema.
"A Defesa Civil do Município monitora ininterruptamente as áreas afetadas, bem como as áreas de borda do Mapa de Linhas e Ações Prioritárias (V4), nos bairros adjacentes, por meio de equipamentos que medem em milímetros a movimentação do solo e por visitas in loco, periodicamente, com vistorias do Comitê Técnico", informou.
Ainda segundo a Defesa Civil, "havendo novas atualizações, a Defesa Civil de Maceió é o único órgão com respaldo técnico para emitir o Mapa de Linhas e Ações Prioritárias".
