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Os brasileiros recebem, em média, 10 bilhões de ligações automáticas por mês, conhecidas como robocalls ou "metralhadoras". Essas chamadas rápidas, de até seis segundos, são feitas por sistemas computadorizados para validar se o número está ativo e, muitas vezes, são usadas tanto para telemarketing quanto para aplicar golpes.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de robocalls disparou: apenas em janeiro e fevereiro de 2025, foram quase 24 bilhões de ligações, um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2024.
Uma investigação do Fantástico mostrou que empresas vendem listas de dados pessoais — sem autorização dos donos — e fornecem softwares que disparam as chamadas. Muitas vezes, o DDD é alterado ilegalmente para enganar o destinatário, prática considerada fraude eletrônica, com pena de até oito anos de prisão.
O impacto é amplo: além de irritar consumidores como a empresária Rosaura Brito, que relata receber até 40 ligações por dia mesmo cadastrada no site "Não Me Perturbe". Assim como muitos brasileiros, a empresária decidiu parar de atender números desconhecidos. Mas essa decisão pode gerar outro problema: e se for uma ligação importante? O excesso de chamadas faz vítimas perderem oportunidades importantes, como transplantes de órgãos e entrevistas de emprego.
Os golpes são ainda mais sofisticados: criminosos usam inteligência artificial para criar áudios falsos que oferecem empréstimos ou coletam respostas como "sim" e "não", que podem ser usadas de forma fraudulenta.
A Anatel afirma que, desde 2022, já bloqueou 222 bilhões de chamadas abusivas e está implantando o sistema “origem verificada”, que mostrará no visor do celular a identidade e o motivo da ligação, aumentando a segurança dos usuários.
Especialistas alertam: nunca interaja com chamadas suspeitas e bloqueie números desconhecidos. Medidas simples que podem evitar grandes problemas.
