
Chanceler Mauro Vieira na reunião do G20. - (crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil )
O Brasil vai precisar investir ao menos US$ 100 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 558 bilhões pela cotação do dia) para reverter o deficit de acesso a saneamento básico no país. A cifra foi apresentada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, na primeira reunião ministerial do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento do G20 — grupo que reúne as 19 maiores economias do planeta, mais a União Europeia e a União Africana —, realizada na capital fluminense.
De acordo com a pasta, em 2022, cerca de 30 milhões de brasileiros não contavam com acesso à água tratada e a meta é universalizar o acesso até 2033. Em relação ao esgotamento sanitário, até o ano passado, 90 milhões de pessoas não contavam com tal disponibilidade — o objetivo é reduzir para cerca de 20 milhões até 2033, alcançando cobertura de 90%.
O ministro fez um apelo para que outros países se engajem para garantir o acesso a saneamento às populações de nações que passam pela mesma situação que o Brasil.
Em discurso na abertura do encontro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira— coordenador do grupo do G20 relativo ao Desenvolvimento —, afirmou que a carência de serviços básicos amplia a pobreza e é uma das dificuldades para que o Brasil alcance o pleno desenvolvimento.
Vieira lembrou que o Brasil detém uma das maiores reservas de água potável do planeta, mas, ao mesmo tempo, abriga a região semiárida mais densamente povoada do mundo. "Esse cenário compõe o duplo desafio de preservar nossos recursos hídricos e de garantir uma melhor distribuição de sua utilização", explicou.
