
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil é o segundo país que mais pesquisa sobre transtorno de ansiedade no mundo, ficando atrás apenas da Ucrânia. As informações são do Google Trends, que monitora as principais buscas da plataforma. Os brasileiros têm se mantido em segundo lugar nos últimos 12 meses.
No período de um ano, houve um aumento de 110% nas buscas pelo termo “ansiedade”, enquanto o de “transtorno de ansiedade de separação” cresceu mais de 400% no mesmo período. Nas pesquisas, os temas ligados ao assunto que mais se destacam são “sintoma”, “transtorno de ansiedade”, “depressão”, “ataque de pânico” e “doença”.
“A ansiedade pode ser mental em tempos de antecipação de sofrimento e preocupações excessivas, mas muitas vezes, ela é manifestada também no corpo através de palpitações, alterações do trato gastrointestinal, sudorese excessiva, taquicardia e problemas de sono. Muitas vezes a pessoa ansiosa também tem sintomas depressivos”, disse a psiquiatra do Hospital Sírio-Libanês, Carolina Hanna.
Cinco estados do Nordeste lideram o ranking de buscas, sendo eles Paraíba, Maranhão, Ceará, Piauí e Pernambuco.
Uma pesquisa global realizada pela Chegg.org indica que 65% dos universitários brasileiros afirmam sentir ansiedade diariamente. O número é o segundo maior entre os países participantes, ficando atrás dos Estados Unidos, que tem 68% dos estudantes ansiosos.
O diagnóstico do transtorno é feito de maneira clínica, por um psicólogo ou psiquiatra.
De acordo com Carolina, a depressão e a ansiedade possuem sintomas semelhantes e afirma que as pessoas reconhecem mais facilmente quando estão ansiosas do que depressivas. “A pessoa não se sente fracassada se ela admite que ela está sofrendo de ansiedade, mas muitas pessoas se sentem fracassadas ao pensar que podem estar deprimidas”, comentou.
O tratamento pode envolver a psicofarmacologia, mas caso o problema seja uma síndrome clínica, com prejuízo considerável na qualidade de vida em geral, é recomendado que se utilize medicação.
