Com a economia perdendo fôlego e crescendo 0,4% no segundo trimestre, conforme resultado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado na terça-feira (2), o Brasil perdeu posições no ranking global. Depois de ocupar a quinta colocação no primeiro trimestre, quando havia crescido 1,4%, o país amarga queda para o 32º lugar entre 55 nações que já divulgaram seus resultados.
É o que mostra a lista elaborada por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, agência de classificação de risco. A pesquisa considera o desempenho da economia de cada país excluindo os fatores sazonais, o que permite a comparação dos dados.
Segundo Agostini, a queda do Brasil no ranking está atrelada ao baixo crescimento econômico entre abril e junho. Se entre janeiro e março a atividade tinha dado um salto, puxada pelos investimentos e pelo boom da agropecuária, agora já começa a sentir o peso dos juros altos. A Selic, taxa básica de juros, está em 15% ao ano.
— Isso reflete o que a gente chama de "voo de galinha" no Brasil. Fica muito claro que há uma desaceleração da atividade, que sente o efeito da política monetária mais restritiva. Além de toda a preocupação com o futuro da economia por conta das questões fiscais, que gera uma insegurança muito grande por parte dos empresários (e reduz investimentos) — explica.
Já potências como China e Estados Unidos ficaram em 12º e 15º lugar, com suas economias crescendo 1,1% e 0,8%, respectivamente. Na comparação com países da América Latina, México (0,6%) e Colômbia (0,5%) tiveram crescimento econômico ligeiramente maior que o brasileiro. Já a economia chilena avançou 0,4%, assim como o Brasil.
