Bombardeios israelenses matam 23 sírios no Líbano e atingem alvos do Hezbollah nesta quinta-feira (26)

Tanque de guerra do exército israelense próximo à linha de fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza • Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images

Ataques aéreos feitos pelas Forças Armadas de Israel mataram ao menos 23 sírios em um edifício da cidade libanesa de Younine, informou a agência Reuters. Os bombardeiros foram na madrugada desta quinta-feira (26), pelo horário de Brasília, e também atingiram cerca de 75 alvos do Hezbollah no Líbano.

Segundo o prefeito da cidade, Ali Qusas, que foi ouvido pela agência, a maioria das vítimas eram mulheres e crianças. Elas estavam em um edifício de três andares. Além disso, oito pessoas ficaram feridas.

Conforme as Forças Armadas de Israel, instalações de armazenamento de armas e mísseis prontos para uso na região de Bekaa estão entre os locais bombardeados durante os ataques.

Premiê exige cessar-fogo

O primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, afirmou que Israel está matando civis por meio de bombardeios contra o território libanês. O premiê discursou na quarta durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir a crise no Oriente Médio. Mikati  pediu um cessar-fogo imediato.

Ele afirmou que, enquanto Israel diz estar atacando apenas estruturas do Hezbollah, os hospitais libaneses estão sobrecarregados com civis feridos, incluindo mulheres."Os libaneses rejeitam a guerra e acreditam na estabilidade. Israel nunca parou de violar as resoluções adotadas pela ONU. O Líbano não está pedindo por caridade", afirmou.

Israel não quer 'guerra total'

Na sequência, o enviado de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, disse que o país está exercendo o direito de se defender. Danon lembrou que o Hezbollah está disparando mísseis e foguetes contra cidades israelenses.

O representante de Israel também garantiu que as Forças de Defesa de Israel estão executando ataques com "precisão" contra alvos do Hezbollah. "Israel não quer uma guerra total", afirmou.

Danon ainda acusou o Irã de ser a "aranha no centro da teia de violência" no Oriente Médio. Para o israelense, não haverá paz na região até que "a ameaça seja desfeita". O Irã apoia o Hezbollah.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve chegar nos Estados Unidos nesta quinta. No dia seguinte, ele deve discursar na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

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